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Já são 12 as vítimas dos temporais no Rio

Folhapress
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São Paulo - Subiu para 12 o número de pessoas mortas em conseqüência das fortes chuvas que atingiram o Estado do Rio de Janeiro na sexta-feira. O maior número de vítimas foi registrado no Penha Shopping, zona norte da cidade, onde seis pessoas morreram afogadas após o alagamento da garagem, localizada no subsolo do estabelecimento. Na favela da Grota, no Complexo do Alemão (zona norte), dois irmãos morreram eletrocutados.

Outro acidente similar foi registrado em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Um homem morreu. Os bombeiros acreditam que ele estivesse mexendo em um aparelho eletrônico durante o temporal, tendo sido atingido por uma descarga elétrica. Na noite de anteontem, o Corpo de Bombeiros localizou o corpo de um homem em um alagamento, ocorrido em Bonsucesso (zona norte).

Durante a tarde de ontem, também foi localizado um homem, de cerca de 50 anos, que estava desaparecido desde sexta-feira após cair em um rio, em São Gonçalo (região metropolitana). Ele teria sido arrastado pela enxurrada. Em Inhaúma, zona norte, uma mulher de 70 anos morreu vítima de um desabamento. Ela estava em casa quando parte do teto desabou sobre sua cabeça, na manhã de ontem.

Um forte temporal atingiu o Rio de Janeiro entre o final da tarde o início da noite de sexta-feira. Foi o pior temporal registrado no Rio desde 1997, segundo informações da Defesa Civil.

As regiões mais afetadas, segundo a Defesa Civil, foram Angra dos Reis, Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, Piraí, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João do Meriti.

O Departamento de Defesa Civil do Rio de Janeiro ainda trabalhava com a expectativa de chuva forte para ontem em todo o estado. A informação é do diretor do departamento, coronel José Paulo Miranda. Segundo ele, está mantido o estado de alerta com o reforço do Sistema de Prevenção da Defesa Civil, montado a partir do dia 1 de dezembro, para atender situações de emergência decorrentes da chuva que costuma cair no verão.

“Estamos em estado de prontidão permanente desde dezembro e reforçamos cada vez que temos previsão de chuva forte no estado. Se a previsão persistir amanhã, manteremos o estado de alerta. Se for suspensa, voltaremos à situação de prontidão reforçada, mas com menos recursos humanos”, afirmou.

O reforço conta com 2.200 militares do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além de técnicos da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Fundação Superintendência de Rios e Lagos (Serla) e Secretaria Estadual de Ação Social para apoiar municípios que não tenham condições de abrigar desalojados em função da chuva.

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