O esquema de restituição irregular de valores em contas do CSU da Bela Vista passava por diferentes setores do DAE.
A irregularidade tinha início com a alteração no registro de leitura de consumo de água do CSU. As informações preliminares indicam que a alteração no consumo, para mais, era processada internamente no DAE após a realização normal da leitura de consumo na rua, um pouco antes da impressão das faturas para posterior entrega no endereço, no Jardim Bela Vista.
Documentos analisados pela Promotoria levam a contas do DAE do período de 2000 a 2002. Mas há indícios de que outros consumos podem ter sido adulterados. Com a modificação irregular no consumo, uma conta mensal do CSU poderia passar, por exemplo, de R$ 170,00 para cerca de R$ 1.200,00.
As contas eram pagas pelo Estado sem a identificação do valor a maior. Isso permitia que, em seguida, a ex-diretora do CSU encaminhasse ao DAE requerimento simples solicitando restituição.
A diretoria financeira do DAE autorizava o pagamento, com o cheque do Banco do Brasil sendo retirado por Mariá Longhi e depositado em sua conta, no Banco Itaú, conforme apurou o JC. Ela diz que realizava o saque e repassava 70% do valor a Macalé. A exemplo deste, os demais afastados não foram localizados ontem para comentar o caso.