Jaú – O balanço da 33ª edição da Couromoda foi positivo para as empresas de calçados de Jaú (47 quilômetros de Bauru). Para cada real investido na feira, as empresas tiveram um retorno de R$ 16,73. Os números fazem parte de uma pesquisa cujos resultados foram divulgados ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O balanço foi comemorado pelas empresas, mas para o presidente do Sindicado das Indústrias de Calçados (Sindicalçados), Caetano Bianco Neto, o resultado tem tudo para ser ainda melhor. “Os clientes que normalmente compram sempre deixam para fechar negócio depois da feira, com mais tranquilidade”.
Pelo levantamento feito pelo Sebrae, cada uma das nove empresas jauenses que estiveram na Couromoda, entre os dias 16 a 19 deste mês, fecharam em média 115 negócios. O índice de aproveitamento foi de 78%. Ou seja, durante os quatro dias de feira foram feitos 159 contatos com revendedores. Desses, 115 transformaram-se em pedidos.
O Sebrae estima que o faturamento médio das nove empresas juntas chega a R$ 514 mil. O levantamento não incluiu a movimentação das outras 17 empresas calçadistas jauense que montaram estandes próprios no pavilhão do Anhembi – local da feira. O estudo abrange apenas as nove empresas que expuseram juntas em um mesmo estande.
Apesar das limitações à exportação provocadas pelo dólar baixo, cada empresa fechou em média quatro negócios com lojas do Exterior. O resultado dessas vendas foi de aproximadamente R$ 120 mil. A expectativa dos empresários é que as vendas no mercado internacional suba ainda mais nos próximos quatro meses, chegando próximo aos R$ 300 mil.
Retrato
Na avaliação do presidente do Sindicalçados, o resultado da pesquisa divulgado ontem pelo Sebrae representa o retrato de um momento. “A feira significa muito mais do que isso”, disse Bianco Neto. “Tem muito cliente que não compra na feira. Ele apenas faz o primeiro contato, eventualmente chega até a fotografar a coleção, mas só compra depois da feira”, relata.
Segundo ele, a imagem que aparece no retrato deste ano é praticamente a mesma imagem do ano passado. Ou seja, o resultado para as empresas foi o mesmo. Além disso, as empresas que expuseram este ano não foram necessariamente as mesmas do ano passado.
Mesmo sem apresentar um resultado melhor do que o do ano passado, a feira deste ano atendeu as expectativas dos fabricantes jauenses, segundo Bianco Neto. A avaliação teria sido boa também para as empresas que participaram da Couromoda em estandes próprios. Normalmente, isso é feito pelas indústrias que já estão consolidadas no mercado e possuem recursos para bancar sozinha um estande.
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Crescimento tímido
A Couromoda, maior feira de calçados e acessórios de moda da América Latina, encerrou sua 33ª edição apresentando um crescimento insignificante de público. No ano passado, foram 63 mil visitas de lojistas, importadores e profissionais da indústria de calçados. Este ano, esse número subiu para 64.300.
Francisco Santos, presidente da Couromoda, disse que a feira funcionou como um grande fórum de atualização do mercado calçadista com suas novas estratégias de vendas. “Os negócios realizados na feira e a partir deste evento são superiores a R$ 5 bilhões e vão influenciar todo o setor, pois é a partir da Couromoda que a cadeia coureiro-calçadista começa a se mover no novo ano”, disse ele.
Segundo Santos, a feira serviu para mostrar que 2006 será um ano de reposicionamento e de forte atenção ao mercado interno. “Além disso, teremos que redobrar esforços para diversificar mercados externos e qualificar ainda mais o nosso calçado, visando ampliar vendas em nichos mais altos do mercado mundial e driblar a concorrência asiática”.