Tribuna do Leitor

"Caradurismo"


| Tempo de leitura: 3 min

“É inimaginável que num país democrático, que esteja longe de ser uma república de bananas, um chefe de Estado e governo se arvore no direito de ditar como deva ser ou deixar de ser o relatório de uma comissão do Legislativo destinada a investigar fatos da administração pública (ou qualquer outro assunto)” - sic, editorial do Jornal O Estado de São Paulo - “Escracho ético-institucional”, página A2, de 28/1.

Ao escrever o impecável período acima, o editorialista não considerou que tendências são... tendências! Assim, no futebol, por exemplo, o ponta-direita tem cacoete de... ponta-direita: joga sempre bem aberto, junto à linha lateral direita do gramado; o artista músico, desde a mais tenra idade, já demonstra essa sua tendência (vide Mozart, Chopin etc.); o militar, quando ainda criança, brinca e se diverte com jogos de guerra e cavalos de pau (Duque de Caxias, Mal. Osório, Generais João Baptista Figueiredo, Médici e mais uma porção de durões); o não democrata, que tenha tendências ditatoriais, comporta-se desprezando a autonomia e a harmonia entre os poderes e acaba, fatalmente, dissolvendo Congressos e interferindo nos judiciários, por aparelhar o Estado. Foi assim que agiu, por exemplo, durante a ditadura militar, o Marechal Costa e Silva. Existem os ditadores e déspotas incuráveis que, mais do que os reis de França(destes, então, nem se fala), incorporam o próprio estado de direito (vide Lenin, Stalin, Pinochet, etc.). Outros, além disso, para ocultar sua homossexualidade, mandam assassinar, como descarte, seus meninos de programa (Hosha, na Albânia, foi um desses...).

Há os que, como mercadorias, compram congressistas corruptos com o dinheiro sujo desviado da própria pátria (ex-ministro José Dirceu, Gushiken, Delúbio, Silvinho, etc.). Alguns, fingindo que nada sabem ou limitados por sua pouca percepção (sou seria “caradurismo” mesmo?...), arvoram-se no direito de exigir atitudes de outro poder, com o qual não têm nada a ver -porque neste país ainda existe a independência harmônica entre os tres poderes- ditando instruções de conclusão de relatórios finais de CPIs, como bem diz o extrato do editorial do jornal acima mencionado. Destes, o mais recente e bem acabado exemplo é o nosso velado (mas pernóstico) presidente!

Não se esqueçam, entretanto, os responsávies por tanto desgoverno e tantas mentiras, que tudo tem o seu limite!

Finalmente, mas também infelizmente, há os que inocentemente não conseguem divisar tudo de mau que ocorre no momento neste país “abençoado por Deus e bonito por natureza” (salve Jorge Ben Jor!). A esses, muitos deles homens de bem mas responsáveis pela condução de tanta incapacidade ao comando da nação, peço e imploro que reflitam sobre os últimos acontecimentos na hora, que já se faz próxima, de depositarem os seus sagrados votos na próxima eleição majoritária.

Como tudo tem seu limite, necessário se faz lembrar os que persistem na farça e teimam na arrogância que eles podem, sim, ser apeados do poder! Lembremo-nos de Fernando Collor!

Quanto a mim, “sou brasileiro e nunca desisto”(Duda Mendonça)". Como dizia Guilherme Afif Domingues, num orgasmo de inspiração: “juntos chegaremos lá"!!! Pode?

João Guilherme Ortolan - RG 10.938.473 SSP-SP

Comentários

Comentários