Política

Presidência apura se esquema atinge outras contas de água

Nélson Gonçalves
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O presidente do DAE, José Clemente Rezende, informou ontem que pediu levantamento de restituições de valores realizados desde o ano 2000. O objetivo é verificar se outros valores foram devolvidos irregularmente e se houve retirada por pessoa física.

Enquanto isso, o procedimento vai gerar inquérito policial solicitado pelo promotor João Henrique Ferreira. A fraude estava sendo apurada, em sigilo, pela Promotoria há pelo menos cinco meses. O promotor recebeu em 2005 do próprio presidente do DAE, José Clemente Rezende, documentos indicando que o golpe era arquitetado com fraude na leitura das contas de consumo mensal do CSU.

O caso, conforme o promotor, será apurado como peculato, crime em que o funcionário público, em razão do cargo, se apropria de valores ou bens, em proveito próprio ou de terceiros.

A irregularidade exigia a alteração no registro de consumo do CSU dentro do DAE, por alguém com acesso ao sistema informatizado. Esta verificação seria realizada após o sistema receber as leituras de consumo. A mudança permitia a emissão da conta do CSU já com o valor adulterado, para mais. O Estado, sem conhecimento de eventual erro de leitura, processava o pagamento integral da fatura para o DAE.

Em seguida, a ex-diretora Mariá Longhi diz que solicitava a restituição. A diretoria financeira do DAE encaminhava a restituição com base em requerimento simples da solicitante. O cheque do DAE era retirado e depositado na conta pessoal de Longhi, conforme suas declarações.

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