Polícia

Indiciados são fichados pelo Phoenix

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as pessoas indiciadas em inquérito policial terão os dados cadastrados no sistema Phoenix, a partir de hoje. O delegado seccional, Doniseti José Pinezi, enviou circular às delegacias informando sobre a medida, que abastecerá o banco de dados do novo programa.

Para que informações qualificativas - como nome dos pais, endereço - e características físicas sejam incluídas, os indiciados serão acompanhados até a Delegacia Seccional, onde a máquina está instalada. Em Bauru, por mês, são feitos de 80 a 100 indiciamentos, em média.

“O escrivão de polícia traz o cidadão aqui. Não vai ficar fila porque os indiciamentos são poucos e o Plantão Policial está aqui (ao lado da Delegacia Seccional). Demora dois minutos para fazer”, explica Pinezi. De acordo com ele, a pessoa é indiciada quando está sendo autuada em flagrante ou quando o inquérito policial dispõe de provas suficientes para lhe atribuir a autoria de um crime.

“Quando a pessoa for ouvida no dia do interrogatório, um boletim de identificação criminal eletrônico será preenchido. Todos os policiais já fizeram o curso”, acrescenta o delegado seccional.

Ele explica que, caso haja necessidade, o indiciado será transportado até a Delegacia Seccional com viatura policial. “Réu preso vai ser encaminhado por viatura, algemado. Agora, o cidadão que responde o inquérito em liberdade, se ele tiver de carro, pode descer com o carro dele. Ou então, vai ser conduzido até aqui (com viatura policial)”, reitera.

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O sistema

O sistema Phoenix começou a ser testado pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo em 2002 com a previsão de ser implantado no Interior paulista em dois anos, conforme o JC noticiou na época. Atualmente, já está em funcionamento, há mais de um ano, em oito delegacias seccionais de São Paulo. Na área do Deinter-4, Bauru será pioneira.

Conforme o JC já publicou, trata-se sistema de identificação eletrônico italiano que foi usado no combate à máfia daquele país. Ele contém um banco de dados único que funciona como ‘prontuário’ do indiciado. Em poucos minutos, a polícia fica a par dos detalhes sobre a pessoa pesquisada.

O sistema capta (através de foto) imagens de frente e perfil, voz e impressões digitais do cidadão requisitado. O sistema permite acesso a características físicas, inclusive tatuagens, cicatrizes e deformações do corpo. O banco de dados também contém informações sobre cor da pele, olhos e tipo do rosto.

Além disso, o modo de agir do indiciado e suas passagens penais estarão registradas no ‘prontuário’. Com a ajuda do sistema Phoenix, a polícia espera identificar mais facilmente autores de crimes e localizar fugitivos.

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