Turismo

Bolívia e Peru

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Santa Cruz de La Sierra, Copacabana, La Paz, Machu Picchu, Uyuni e Deserto do Atacama. Depois de meses de preparação, cinco aventureiros da região de Bauru - Hugo, Haroldo, Thiago, Davi e Rui Virgílio (pai de Tiago e tio dos demais) – visitaram a Bolívia e o Peru, países que não fazem parte dos roteiros habituais pela América do Sul por exigirem fôlego, preparo físico e muita adrenalina.

“Foi uma experiência inesquecível. Roteiro preparado, checamos o equipamento necessário: mochilão capaz de agüentar 70 quilos, botas especiais, saco térmico de dormir para temperaturas de até zero grau, protetor de umidade de solo, primeiros socorros e, claro, a máquina fotográfica para registrarmos as centenas de fotos da aventura”, detalha Rui.

O grupo partiu de Bauru e de Pirajuí com destino a Corumbá (Mato Grosso), porta de entrada para as novas descobertas. Esse percurso foi feito em uma confortável Veraneio.

“Já em Corumbá, cruzamos a divisa com a Bolívia e embarcamos no ‘Trem da Morte’, em Puerto Quijarro e seguimos até Santa Cruz de La Serra”. O percurso demorou aproximadamente 20 horas, em uma viagem que consumiu uma noite inteira e quase o dia seguinte. “O trem é um inferno total, com mais ou menos 20 vagões de passageiros totalmente lotados. Cada parada é uma loucura. Neste percurso, a alimentação é problemática, difícil é comer o que é oferecido – tudo à base de frango, ensopado... No trem presenciamos até a venda de tatu assado”.

Finalmente, o grupo chegou a Santa Cruz de La Sierra. O descanso foi na própria rodoviária, já que à noite sairia o ônibus rumo a Cochabamba. Viagem com duração aproximada de 14 horas. “Ao chegarmos em Cochabamba tal foi nossa surpresa ao depararmos, no ‘café da manhã’, com várias mesas espalhadas nas calçadas com bancos coletivos. Nesse ambiente, sem qualquer higiene, o café era servido. Por ser a única opção, encaramos”.

O grupo ficou em Cochabamba até as 11h e de lá seguiu em ônibus para La Paz. “Uma estrada muito bonita, com paisagens de encher os olhos. Chegamos a La Paz de madrugada; a altitude é um problema sério e seus efeitos foram sentidos de imediato. Ficamos em um hotel para turistas mochileiros com corredores que são verdadeiros labirintos e com as portas dos quartos trancados com cadeados. Um prédio muito antigo a 150 metros da Praça do Governo, bem no Centro da Capital”.

As ruínas incas

“Em La Paz fomos visitar as ruínas incas de Tiwanaku e o Monte Shalkanta a 5.280 metros acima do nível do mar. O passeio é feito de Van até o pé do monte em estradas estreitas que impressionam pela altitude. De lá até o cume, a caminhada é de 1200 metros, percorrida necessariamente a pé. Nesse percurso deparamos com gelo e pegamos neve no topo. O Haroldo ficou no meio do caminho, pois não suportou a falta de ar. Apesar do ar rarefeito, os outros quatro aventureiros atinjiram o pico, se surpreendendo com a beleza do lugar de onde se avista toda a cidade de La Paz e o Lago Titicaca.”

Tiwanaku, a 72 quilômetros de La Paz, abrigou a primeira civilização da Bolívia. Para se ter uma idéia, historiadores apontam que os nativos habitaram a região, que era conhecida como Tapy K’ala (Povo da Pedra Grande), por volta de 1500 ªC a 1180 d.C.

Os incas chegaram ali somente em 1540 d.C. e a batizaram de Tiwanaku (lugar dos animais), quando o antigo povoado já havia sido extinto.

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