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Vítima de acidente de trânsito cobra mais sinalização nas vias públicas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Vítima de um grave acidente de trânsito no Jardim Bela Vista, a universitária Angelita Alves Gonçalves até agora não se lembra do que aconteceu. Ela foi atropelada na tarde do último dia 22, o motorista fugiu abandonando-a inconsciente, com uma perna e uma clavícula quebradas. Além disso, devido ao sol forte e ao tempo que ficou aguardando o atendimento, a jovem ainda teve queimaduras de 2º grau no braço. Enquanto aguarda a realização de uma cirurgia na perna, ela pede que as autoridades sinalizem melhor as ruas do seu bairro, para que acidentes como o dela não aconteçam mais.

“Tive uma série de convulsões e um pedaço do que aconteceu foi apagado da minha memória. Eu não me lembro nem de ter chegado àquela rua”, conta. O acidente foi na esquina das ruas Padre Nóbrega com a Alto Purus. “Eu voltei lá e verifiquei que a visibilidade de quem está atravessando é apenas de uma quadra. Se algum carro vem em alta velocidade, não dá para desviar”, conta.

A circunstâncias do acidente ainda precisam ser esclarecidas, pois algumas testemunhas afirmam que o veículo que atropelou Angelita foi um automóvel, outras garantes que foi uma moto. “Alguns deram até descrição do motoqueiro, mas ninguém pensou em anotar a placa”, lamenta.

Por causa das lesões, Angelita teve de se afastar da faculdade e do trabalho, em Londrina. “Estava aqui de férias, e agora por causa disso, vou ter que continuar em Bauru para o tratamento”, lamenta. Com cirurgia para recuperar a lesão na perna, esse tempo pode ser ainda mias longo.

Helena, mãe de Angelita, critica a falta de educação no trânsito. “Ninguém respeita sinalizações. O trânsito é muito violento”, diz. A rua onde ocorreu o acidente está passando por alterações, conta Angelita. “Infelizmente alguém precisa se ferir para que as mudanças aconteçam”, aponta a universitária.

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