Pré-candidato à reeleição para deputado estadual, Pedro Tobias (PSDB) não esconde que gostaria de ter o empresário e presidente do PSDB de Bauru, Caio Coube, como candidato a deputado federal, em uma dobradinha cem por cento bauruense. Apesar disso, Tobias já se resignou e afirma que a candidatura de Coube será apenas em 2008, a prefeito de Bauru. “Ele quer se guardar para prefeito”, declarou.
Em entrevista concedida ontem ao JC, o deputado falou sobre a preferência dos correligionários da região por Geraldo Alckmin como candidato do partido à presidência da República. “Trabalho para o Alckmin”, declarou.
Em cima disso, o deputado aguarda a reunião do partido, marcada para este sábado, quando tucanos de alta plumagem de São Paulo estarão reunidos, como os pré-candidatos ao governo do estado José Aníbal, Alberto Goldman, Paulo Renato Souza, o presidente estadual do PSDB, deputado Sidney Beraldo, entre outros.
Pedro Tobias ressaltou ainda que uma possível candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), à Presidência preocupa tanto os tucanos quanto o PT. “Ele é competente e parte da comunidade não aceita nem o PT nem o PSDB”, disse.
Jornal da Cidade - O senhor já conversou com o Caio Coube sobre uma possível candidatura dele a deputado federal?
Pedro Tobias - Já conversei várias vezes. Eu gostaria que ele saísse, mas isso é íntimo dele, se não quer sair não podemos deixá-lo constrangido.
JC - A dobradinha favorita para o senhor seria com o Caio Coube?
Tobias - O Caio mostrou uma boa votação para deputado e para prefeito, é um nome feito.
JC - Mesmo assim, ele não vai ser candidato?
Tobias - Não. Ele sempre falou que não quer. Quer se guardar para prefeito.
JC - O senhor já tentou dissuadi-lo a sair candidato?
Tobias - Já falei com ele várias vezes, o governador (Geraldo Alckmin) ligou para ele na minha frente, mas ele desistiu.
JC - E sobre a dobradinha com o deputado Edson Aparecido?
Tobias - Em algumas cidades sim, vamos fazer, porque é do partido. Sempre vem gente de fora, um morde aqui, outro morde lá, é natural. Eu vou longe também, fazer dobradinha com mais candidatos. É normal.
JC - Além do Marcelo Borges e do Reinaldo Rocha, há algum outro pré-candidato do PSDB a deputado na região?
Tobias - Não. Só o vice-prefeito de Jaú deve ser candidato a estadual, nós já estimulamos ele, e ele vai sair candidato.
JC - Ainda há chance de o senhor ser candidato a deputado federal e não a estadual?
Tobias - Muito pequena, quase não existe. Só com uma convocação do governador. Ele saindo a presidente e achando melhor eu sair a federal, mas isso não muda nada. Estadual ou federal eu vou ser o maior cabo eleitoral dele (Alckmin).
JC - Mas ainda há chances?
Tobias - Muito remota. Mas se convocado, não vou falar não para o governador.
JC - E sobre o encontro do partido no próximo sábado?
Tobias - É uma reunião da executiva do partido, para discutir políticas, candidaturas a deputado, governador, presidente. É uma consulta nas bases para saber a preferência para governador e presidente.
JC - A região está fechada com o Alckmin, ou existe alguma tendência pró-Serra?
Tobias - A região, não só o PSDB, mas têm prefeitos do PT que são fechados com o Geraldo (Alckmin). Na região de Bauru, Jaú e Lins, é quase uma unanimidade.
JC - E para o governo do Estado? São vários pré-candidatos, mas existe preferência?
Tobias - A prioridade é o candidato a presidente. Só depois vamos escolher quem será candidato a governador.
JC - Uma possível candidatura à Presidência do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), incomoda?
Tobias - Claro. Ele é um cara sério. Essa briga PSDB/PT, tem alguns setores da comunidade que querem alguém que não esteja nesta briga.