O número de pedidos de seguro-desemprego em Bauru no ano passado praticamente manteve-se estável, em relação a 2004. Houve um aumento de 0,62% nas solicitações do benefício, de acordo com o Escritório de Negócio da Caixa Econômica Federal (CEF): em 2005 foram 14.500 processos, aproximadamente 250 a mais que em 2004.
A CEF pagou R$ 23,5 milhões aos trabalhadores que perderam seus empregos em Bauru no ano retrasado. Em 2004, foram pagos R$ 21,2 milhões, o que revela um pequeno aumento nas demissões em 2005, reforçando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, de que no ano passado 31.825 mil bauruenses perderam seus postos de serviços contra 29.286 em 2004.
Porém, o gerente de mercado do Escritório de Negócios da CEF em Bauru, Olair Ribeiro Filho, aposta em recuperação neste ano.“Com a perspectiva de melhora da economia e recuperação do emprego, imaginamos que neste ano teremos uma demanda menor de demissões e, conseqüentemente, de solicitações de seguro-desemprego”, comenta.
Entre as 33 agências da Regional da CEF de Bauru, que abrange 21 municípios, mais de 86 mil trabalhadores dividiram R$ 135,5 milhões do seguro-desemprego. Em 2004, o benefício foi requisitado por cerca de 79 mil desempregados na região. Foi liberada a quantia de R$ 113,5 milhões.
O número de pedidos de liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também aumentou no ano passado em comparação a 2004, mas o valor pago foi menor. Segundo Ribeiro Filho, a CEF liberou R$ 68,8 milhões de FGTS para atender 58.388 pedidos no ano passado, contra. R$ 84,8 milhões para 56.440 processos em 2004.
Em toda a Regional da CEF de Bauru, que abrange 33 agências em 21 municípios, foram registrados 329.632 saques do FGTS, num total de R$ 307,7 milhões. O resgate foi 1,1% maior que o de 2004, quando 327.092 pessoas solicitaram o benefício. Porém, a receita foi menor, já que no ano anterior foram sacados R$ 344 milhões na Regional da CEF de Bauru.
Neste ano, acredita Ribeiro Filho, a procura pelo benefício também não deve variar muito em relação aos dois anos anteriores. “Por ora, o resgate do FGTS está dentro dos padrões normais. Ainda temos uma pequena sazonalidade neste mês, em razão do término dos contratos dos safristas da cana-de-açúcar em algumas cidades da nossa região. Hoje, a maior demanda vem desse setor”, completa o gerente.
Direito
Apenas os trabalhadores formais, aqueles registrados em Carteira de Trabalho, têm direito ao seguro-desemprego ao perder seu posto de serviço. O benefício é oferecido em até cinco parcelas, que variam dependendo da quantidade de meses trabalhados nos últimos 36 meses anteriores à data da dispensa.
De 6 a 11 meses serão pagas três parcelas, de 12 a 23 meses quatro e de 24 a 36 meses, cinco meses, conforme informações na CEF.