Prossegue a batalha, ainda inglória, travada pela Emdurb para livrar regiões da cidade do acúmulo de lixo. Parte do Parque Jaraguá e do Jardim Pagani vai amanhecer neste sábado com os sacos espalhados pelas ruas porque a coleta não foi concluída ontem. Hoje, dependendo do ritmo de trabalho, o serviço nos dois bairros poderá ser retomado.
Mas se o “dia for puxado” ou permeado por imprevistos, a coleta ficará para a próxima segunda-feira, informa a assessoria de imprensa da Emdurb. Até o fechamento desta edição, a empresa mantinha a expectativa de normalizar, ontem à noite, a coleta de lixo em bairros como Vila Industrial/Paraíso, Jardim Gasparini/Vila São Paulo e Vila Cardia/Parque Monlevade.
Os caminhões deveriam ter circulado nestas regiões na última quarta-feira. Ontem pela manhã, o serviço de limpeza pública foi prestado no Jardim Eldorado, onde a coleta também estava atrasada. Já hoje à tarde, ela será executada no Jardim Santana e no Parque Vista Alegre. Apesar dos esforços, há quem arrisque que o trabalho continuará sofrendo atrasos até a conclusão do processo de terceirização da coleta de lixo.
Terceirização
Enquanto isso, a Emdurb terá de lidar com frota sucateada e eventuais faltas de servidores. Na iminência de demissão coletiva e diante da falta de informações oficiais sobre o rumo da empresa, alguns coletores e motoristas estariam mais flexíveis com a assiduidade. Ontem, no entanto, apenas dois funcionários teriam faltado no turno da manhã. O “clima pré-terceirização” não afeta apenas os trabalhadores.
As especulações também se propagam entre os munícipes. “Até dia 31 de dezembro de 2004 não havia problema na coleta. A partir do dia 1 de janeiro de 2005 (quando o prefeito Tuga Angerami assumiu) começaram os problemas. É lamentável, não entra na cabeça de ninguém”, diz o morador do Higienópolis, Abel Dias da Silva.
O bairro onde ele mora foi incluído na lista dos que estão com a coleta atrasada. Os caminhões deviam ter passado anteontem, mas devem circular pela região apenas hoje. O problema, reiterou o chefe do Executivo, em matéria anteriormente publicada pelo JC, não pode ser associado a eventual boicote da administração municipal porque a decisão pela terceirização já está tomada. Portanto, não haveria sentido provocar o desgaste.