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Aparelho móvel é apontado como solução

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Antonio Yamada, autor da pesquisa polêmica sugere uma maneira de diminuir o índice de acidentes: “repensar a estratégia de instalação de radares fixos. Na minha opinião, deve-se aumentar a instalação de radares estáticos (móveis), porque esse está escondido e vai depois mexer no bolso do motorista”, aponta.

Para o engenheiro, os motoristas deveriam ser alertados que a rodovia é fiscalizada por radares, mas não apontar onde eles estão, assim, a velocidade máxima permitida seria observada. Outra sugestão do engenheiro é tornar os radares fixos mais visíveis para evitar as freadas bruscas dos automóveis. “O resto é educação do motorista para o trânsito”, conclui.

Já o subcomandante do 2.º Batalhão do Policiamento Rodoviário de Bauru, Major Benedito Roberto Meira, a melhor solução é a presença de radares móveis e ostensivos, com a presença de um policial. “O policial pára o motorista, informa que ele está acima do limite e, por isso, está sendo multado. Isso reeduca muito mais do que depois de alguns dias de viagem abrir um envelope com a multa”, define.

Para Lucinha Svizzero os radares contribuem sim para a diminuição dos acidentes. Aliados a uma boa estrada, sinalização e conscientização, eles tornaram o trecho que ela costuma percorrer mais tranqüilo. “Sou usuária das rodovias que ligam Bauru a São Paulo. E do que ocorria antes para o que vejo agora, melhorou expressivamente”, conta. Sobre o trabalho de Yamada ela é sincera. “Não conheço a estrada nem a pesquisa, mas sei que não se deve generalizar. Os radares devem ser mantidos”.

Ela mesma já havia confessado na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade que sempre gostou de correr, mas a freqüência com que as multas chegavam na sua casa começaram a pesar no orçamento e na consciência. “Me toquei mesmo quando passei em alta velocidade por uma base e quando ia fazendo o mesmo no posto seguinte, fui parada por um policia furioso”, lembra.

Ela contou que estava distraída e não havia percebido a infração. Após a autuação e a conversa com o policial, decidiu não exceder o velocímetro em 110 quilômetros por hora. “Agora eu ando calma, devagar e as multas acabaram”, aponta. Os filhos, que também recebiam muitas “cartinhas” do DER, também se conscientizaram, garante.

Apesar de ter ficado a uma autuação para perder a habilitação, Svizzero nunca pensou em recorrer da autuação. “Eu tento ser uma pessoa justa e sei que corri além da velocidade permitida. Eu estava errada”, admite. E mesmo que fosse preciso, ela pensaria duas vezes. “Eu adoro o meu país, mas essas coisas no Brasil são muito morosas”, diz.

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