Washington - Os EUA determinaram ontem a expulsão de uma diplomata venezuelana do país, um dia depois que o governo do presidente Hugo Chávez expulsou um adido naval americano da Venezuela, acusando-o de espionagem.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que Jeny Figueredo Frias, identificada como chefe-de-gabinete do embaixador venezuelano em Washington, foi declarada “persona non grata” e recebeu o prazo de 72 horas para deixar os EUA.
Segundo McCormack, a decisão foi uma resposta direta à expulsão, ocorrida ontem, de John Correa, adido naval da Embaixada dos EUA em Caracas. O governo Chávez o acusa de ter passado informações de militares venezuelanos para o Pentágono.
O chanceler interino venezuelano, Pavel Rondón, qualificou a decisão americana de “incongruente e desproporcionada”.
Já a vice-chanceler para a América do Norte, Mari Pili Hernández, disse que a medida é uma “retaliação de caráter político”.