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Oposição pede pronunciamento do governo sobre lista de caixa dois

Folhapress
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Brasília - O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) afirmou, ontem, que não acredita na veracidade da suposta lista de caixa dois de Furnas, que teria beneficiado vários políticos na campanha de 2002. Para o parlamentar, o governo deve manifestar-se logo sobre a questão, por meio de pronunciamento do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ou autorizando a Polícia Federal a fazê-lo. “Peço ao ministro da Justiça que diga, em público, se considera a lista falsa ou não. Ou a lista é verdadeira - e o governo tem muito o que explicar - ou ela é falsa, e os culpados pela falsificação têm de aparecer e ser punidos”, afirmou Virgílio.

O senador informou ainda que não acredita na autenticidade da lista porque até agora não apareceram os originais do documento e também porque o primeiro nome dos beneficiários é o do próprio filho do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, que está sendo apontado como o suposto chefe do caixa dois da instituição.

Além disso, segundo o parlamentar, também é estranho que não haja nenhum político do PT na lista. “Neste país, atualmente, lista de corrupção que não tem o PT não existe. Isso ainda vai dar, quem sabe, a possibilidade do feitiço virar contra o feiticeiro”, afirmou Arthur Virgílio.

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) manifestou, em aparte, sua opinião de que cabe ao ministro da Justiça comandar pessoalmente as investigações sobre essa lista. Já o senador João Batista Motta (PSDB-ES) afirmou que o povo brasileiro não acredita mais no atual governo. Virgílio afirmou ainda, em pronunciamento, que a TV digital já é quase uma realidade no Brasil, mas é preciso cautela na escolha do modelo a ser adotado pelo país, embora a preferência, até agora, tenha sido pelo protótipo japonês.

Segundo o senador, esse modelo deve contemplar, prioritariamente, a TV aberta, para que o país não corra o risco de excluir dessa nova tecnologia a grande maioria da população brasileira. “A prioridade é contemplar mesmo a TV aberta, para que a programação seja democratizada em favor do Brasil e dos brasileiros’, destacou o senador. Reunião com Jobim poderá esclarecer motivos para a suspensão da quebra de sigilos, disse Virgílio.

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