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Colégio só para a elite


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O Colégio Sagrado Coração de Jesus, hoje Centro Paula Souza, já foi referência na cidade de Cafelândia, lembra com saudade o ex-aluno Sidney Aznar. “Hoje funciona a escola agrícola e no primeiro andar funcionam as Emeis.”

A opulência da arquitetura, hoje bastante deteriorada, ainda conserva traços e glamour do ciclo do café. “Aqui as meninas entravam crianças e saiam formadas professoras, o antigo curso normal. Era um colégio interno para famílias abastadas.”

As internas tinham seus aposentos próprios. “Elas tinham os dias certos para sair do colégio, sempre acompanhadas das religiosas. As alunas tinham uniforme próprio para irem para a rua. As saídas eram mensais. Os não-internos tinham aulas diurnas.”

Em uma ala separada ficavam as juvenistas, jovens que queriam ser freiras. “A irmã Jacinta Turolo Garcia morou aqui.”

As internas não ultrapassavam muito o número de 150. “O espaço era próprio para essa quantidade de alunas internas. Maria Pia Matarazzo estudou aqui. Aqui viveram muitos filhos de pessoas da alta cúpula do governo.”

A crise mundial do café promoveu a queda financeira das famílias que pagavam pelos estudos dos filhos. “O colégio foi perdendo os alunos porque a situação econômica da cidade tinha mudado. As religiosas foram para Bauru e fundaram a USC.”

Para o ex-aluno, o ensino oferecido pelo colégio tinha o estilo europeu. “A matriz curricular deles fugia totalmente de todas as matrizes curriculares brasileiras. O colégio buscava os alunos em casa com ônibus superconfortáveis.”

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