Tribuna do Leitor

Qualidade e não quantidade


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Por ocasião de sua passagem por Bauru, a caminho de cidades da vizinhança onde foi inaugurar serviços comunitários de grande alcance social, do seu Fundo Social de Solidariedade, dona Maria Lúcia Alckmin, em entrevista comentando o problema da educação infantil, disse esta frase lapidar: “O importante não é o tempo que a mãe dedica ao filho, mas sim a qualidade desse tempo”. Ela estava se referindo à crítica que é feita a mães que trabalham e têm pouco tempo para dedicar ao filho, em relação a outras mães que ficam o tempo todo com o filho, sempre mal humorada, proibindo, censurando, ralhando.

Foi essa declaração tão sensata e oportuna da senhora primeira-dama que me levou a ponderar que o mesmo ocorre com relação às amizades, ao convívio familiar e com parentes e até mesmo com o cônjuge ou pessoa com a qual se more e se conviva, por força de circunstâncias.

Se o tempo de relacionamento é usado com gentileza, com educação e até mesmo com caridade, no sentido de procurar sempre ajudar, apoiar, consolar, ao invés de criticar e dar indiretas e respostas ambíguas e/ou hostis, mesmo que seja um tempo curto, é um tempo de boa qualidade e faz com que a relação, seja ela qual for, seja agradável, ao passo que se o tempo, mesmo longo e que parece ser de maior dedicação, for usado com azedume e má vontade, será um tempo de má qualidade, que nada acrescenta, ao contrário só desgasta e enfraquece qualquer tipo de relação.

Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947

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