Economia & Negócios

Mortalidade


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De acordo com Milton Debiasi, gerente do Sebrae Bauru, o índice de mortalidade das micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo tem reduzido significativamente. Cerca de 71% dos negócios eram fechados entre os cinco primeiros anos de fundação. Hoje, a média baixou para 56%. O percentual dos empreendimentos que morriam no primeiro ano de existência, baixou de 35 para 30%.

Mesmo o gerente do Sebrae em Bauru acredita que o setor ainda precisa melhorar muito, principalmente no campo gerencial.

“As empresas sofrem de má gestão. O empresário não está profissionalmente preparado para gerir bem o seu empreendimento. Ele não gere com sucesso as compras, as vendas, a produção, o marketing, além de errar na estocagem e na contratação e qualificação das pessoas”, explica.

Por outro lado, Debiasi acredita que o sistema tributário vigente no Brasil também contribui à mortalidade das empresas. “Os impostos que as micro e pequenas empresas pagam são incompatíveis com suas realidades. Sem falarmos nas taxas de juros, que são altíssimas, e na falta de crédito. Muitos empresários têm ótimos projetos, mas não conseguem boas taxas de empréstimo. Portanto ninguém sonega imposto porque gosta, mas para fugir de uma tributação perversa, a qual não oferece nenhum tipo de retorno”.

Em Bauru, ressalta Debiasi, a indústria e o comércio são os ramos empresarias mais afetados pela mortalidade.

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