A ex-bancária Célia Guedes Martelli, 48 anos, inaugurou sua papelaria há 20 dias, com o objetivo não só de ganhar dinheiro, mas de possuir o seu próprio negócio. Antes de investir, procurou orientação no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Bauru. “Achei mais seguro buscar informações em vez de abrir o estabelecimento com pouca experiência no setor. Dessa forma, corro menos risco de sair no prejuízo”, observa.
Martelli faz parte do grupo de 300 bauruenses que, todos os meses, procura por ajuda no Sebrae a fim de viabilizar um empreendimento, sobretudo para sair da forca ou, como no caso da ex-bancária, de ter autonomia administrativa. Para fazer vingar sua empresa, ela aposta nas orientações e conhecimentos adquiridos.
“Estou acreditando bastante, seguindo à risca o plano de gerenciamento que elaborei. Por enquanto, é cedo para falar em dinheiro, mas a expectativa é grande”, completa.
O representante comercial João Carlos Justino, 29 anos, pretende abrir uma sorveteria, já que está desempregado há três meses. A intenção é voltar ao mercado com as próprias “pernas”. Segundo ele, participou de algumas capacitações no Sebrae, mesmo assim, prefere esperar por mais alguns cursos antes de aplicar o dinheiro no empreendimento. “O processo exige muito cuidado e, de fato, é demorado. Pretendo adquirir um pouco de noções de administração fiscal e financeira para só depois bater o martelo”, completa. Ele ainda não sabe quanto vai precisar investir no negócio.