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Atletas de verão

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 4 min

Atire a primeira pedra quem nunca planejou metas que não conseguiu cumprir. Uma das promessas tradicionais, feitas principalmente no Ano Novo, é a de praticar atividades físicas e ter uma vida mais saudável.

Buscando atender a esses desejos, não faltam oportunidades: desde caminhadas até aulas de boxe, passando ainda pela natação, hidroginástica, musculação e aulas de ginástica especializada, entre outras modalidades esportivas oferecidas por diversas academias da cidade.

Com todo esse “arsenal” à disposição, além dos descontos e pacotes diferenciados, as academias costumam receber 25% a mais de alunos no início do ano, aponta a professora de natação Rosana Fittipaldi. “Essa época do ano é o período das promessas. O público aumenta mais ainda nos meses que antecedem o Carnaval”, diz.

Nas férias e nos dias de folia, muitas pessoas - em geral sedentárias - correm contra o tempo para recuperar a forma física. São os chamadas “atletas de verão”, que se desdobram para perder alguns quilinhos e ficar bonita no biquíni ou exibir os músculos na praia.

O sonho não é muito distante se não fosse por um empecilho: muitas pessoas não seguem o programa de atividades esportivas e perde o ritmo de exercícios, explica Fittipaldi.

De acordo com ela, um corpo bonito e saudável exige dedicação e “manutenção” constante, ou seja, treino e prática regular de atividades físicas, além de alimentação balanceada e boa qualidade de sono. “Nós sabemos que mágica não existe. Manter-se em forma requer cuidados diários. Diversas pessoas, principalmente na faixa etária dos 15 aos 25 anos, não atingem seu objetivo em um curto espaço de tempo e acabam perdendo o estímulo. Além da preguiça e falta de tempo, isso contribui para que elas deixem a academia”, diz.

A bancária Sônia Baessa, 27 anos, revela-se uma atleta inconstante. “Eu sou do tipo que começa e pára de fazer academia. Freqüentei durante 10 meses e fiquei sem fazer nada por um bom tempo”, confessa. Mas esse ano ela pretende ser mais persistente.

Matriculou-se em um programa de inclui aulas de hidroginástica, body pump e body balance (modalidades especializadas de ginástica). “Isso estava nos meus planos do Ano Novo”, diz.

Melhorar a qualidade de vida também está na lista de prioridades da professora Eliane Carlos, 23 anos. No início do ano, pela primeira vez, ela decidiu entra em uma academia. “Trabalhava o dia todo e estudava à noite, não tinha tempo para malhar. Agora terminei a faculdade e posso cuidar do meu corpo e bem-estar”, conta.

Se depender do seu empenho, seus planos têm tudo para dar certo. “Vou fazer exercícios regularmente, se Deus quiser, para o resto da minha vida. É muito importante para minha saúde”, afirma Eliane Carlos.

É com o mesmo pensamento que os amigos Wagner Ermino Geraldo, 56 anos, aposentado, e Ricardo Oliveira Aguiar, 28 anos, analista de suporte, dedicam parte do seu tempo à prática esportiva. “Faço caminhadas regularmente, mas academia nunca havia feito. Meu objetivo é estar em dia com a forma física”, conta Geraldo, enquanto fazia esteira na sala de musculação de uma academia da cidade.

Ao seu lado, Aguiar conta determinação para conquistar bom condicionamento físico. “Já fiz academia antes, fiquei um tempo parado por causa do trabalho e agora estou voltando às atividades. Não sou atleta de verão e procuro sempre manter o peso. Se tudo correr bem, pretendo continuar”, enfatiza.

Espantando a preguiça

Variar a prática de atividades físicas - alternando, por exemplo, hidroginástica e musculação ou caminhada e natação – é uma das principais dicas para não desanimar e manter o ritmo de atividades físicas durante o ano, aponta Fittipaldi.

“Todas as academias hoje tem diversas opções, como artes marciais, natação e ginástica de vários tipos. É preciso que cada pessoa conheça tudo, tenha um perfil e se adapte àquilo que gosta”, diz ela.

Além disso, explica Fittipaldi, é necessário escolher atividades que proporcionam prazer. “É fundamental que as pessoas tenham vontade de freqüentar a academia porque não adianta ir à musculação e detestar, porque dessa forma elas vão cansando”, exemplifica.

Outra recomendação, destaca a professora, é deixar a preguiça de lado e apostar na disciplina. “É fundamental que o aluno tenha perseverança porque se ele persistir na academia por dois meses, começa a ver os benefícios estéticos e físicos. A partir daí, ela acaba gostando e cria o hábito de se exercitar”, pontua.

Exercitar-se em família também pode funcionar como um estímulo a mais, explica a telefonista Solange Baessa, 41 anos. Acompanhada do marido, o representante Valmir Baessa, 47 anos, ela freqüenta uma academia de Bauru há dois meses.

O casal planeja seguir mesmo ritmo de atividades durante o ano. “Em primeiro lugar, devemos levar em conta a saúde”, ressalta ele. “Venho no embalo dele”, revela ela, que também faz caminhadas com os filhos e Valmir. “É bom para a qualidade de vida da família toda, além de aprimorar nossa convivência”, diz.

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