Dois afogamentos, um em Iacanga e outro em Botucatu, causaram a morte de duas pessoas no final de semana. No primeiro, Paulo Rogério Pereira, 32 anos, perdeu a vida nas águas do rio Tietê no local conhecido como Porto de Areia. E em Botucatu, a vítima foi o jovem André Marino, 20 anos, morto nas proximidades da ponte do Rio do Peixe. Com eles, sobe para quatro o número de ocorrências do gênero - que também provocaram quatro mortes - desde o início do ano em Bauru e região.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Bauru, Pereira, estava desaparecido desde anteontem à tarde. Na manhã de ontem, seus familiares encontraram um chinelo e as roupas de Pereira nas proximidades do Porto de Areia, local onde ia com freqüência para pescar.
Logo em seguida, o Corpo de Bombeiros de Bauru foi acionado e, por volta das 9h30 de ontem, as buscas foram iniciadas. Cerca de três horas depois, às 12h30, o corpo de Pereira, que residia na rua João Domingues de Moraes, no Jardim Paraíso, foi encontrado e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Iacanga.
Já em Botucatu, André Marino, natural do município paulista de Americana, morreu na manhã de ontem próximo à ponte do Rio do Peixe, no patrimônio de Anhembi. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, às 12h30, começou as buscas pelo corpo do jovem, que foi encontrado somente no início da noite.
Com as duas ocorrências do final de semana, subiu para quatro o número de pessoas mortas em afogamentos em Bauru e região. No último dia 30, o balconista Pedro Henrique Ribeiro Alves, de 19 anos, morreu afogado quando tentava atravessar uma lagoa em Piratininga. Alves era morador da Vila Nova Esperança, em Bauru, e trabalhava como balconista em um supermercado da cidade.
O jovem participava de um churrasco com amigos, na Chácara Chaparral, quando resolveu nadar na lagoa do córrego Água do Paiol, que fica dentro da propriedade, localizada no quilômetro 366 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Marília). A Polícia Militar informou que a água na lagoa é muito suja e a vítima pode ter se enroscado em algum galho. Antes de Alves, o servente de pedreiro Lázaro Roberto Pereira Lacerda também já havia morrido afogado na lagoa do Sakai, em Bauru, assim como uma criança de 5 anos que morreu no Batalha.
A combinação de calor e água exige muitos cuidados. O Corpo de Bombeiros recomenda evitar nadar em locais como lagoas, lagos, rios e represas em virtude da indefinição da profundidade e existência de galhos e buracos. Além disso, é indispensável a utilização de colete salva-vidas e bóias, principalmente para crianças.
Riscos
Ainda conforme os bombeiros, o afogamento pode se dar em várias situações, como em rio, lago, piscina e mar e, por isso, a melhor receita é prevenir. Antes de ir se refrescar nos dias quentes de verão, é imprescindível verificar como é o lugar e a profundidade, levar equipamentos de segurança, como bóias e salva-vidas, e pessoas responsáveis que irão passar todo o tempo sem ingerir bebida alcoólica.