Bagdá - O Pentágono aumentou para US$ 3,5 bilhões os gastos com o combate ao crescente número de bombas de fabricação caseira - cada vez mais potentes e sofisticadas -, que são a principal causa de morte de soldados americanos no Iraque, informaram fontes militares. Segundo reportagem do jornal “The New York Times”, o orçamento destinado à questão - que era de US$ 1,2 bilhão no ano passado - praticamente triplicou em 2006. Em 2004, o número era de US$ 600 milhões.
A resposta acentuada acontece depois que o número de ataques com bombas caseiras contra as força de coalizão e contra civis dobrou no Iraque - de 5.607 em 2004 para 10.593 em 2005. Um total de 407 dos 846 americanos mortos no Iraque em 2005 foram vítimas de bombas de fabricação caseira.
A medida também coincide com a recente decisão do Pentágono de adquirir mais armamentos e veículos para suas tropas no país, que foi recebida com preocupação pelo Congresso e pela população americana. Nos próximos meses, o Departamento de Defesa planeja dobrar para 360 o número de especialistas técnicos, jurídicos e de inteligência envolvidos na questão nos EUA e no Iraque - entre eles, agentes do FBI (polícia federal) e da CIA (inteligência americana). Novas tecnologias e técnicas de treinamento também estão sendo adotadas.
O uso crescente das bombas caseiras entre os insurgentes em ataques contra as forças dos EUA é ocasionado pelo baixo custo deste tipo de explosivo. Oficiais da CIA afirmam que as bombas mais potentes são desenvolvidas no Irã e trazidas de navio ao Iraque.