Politicando

A Rebenqueida


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Derrotado em 1909 pelo marechal Hermes da Fonseca na luta pela Presidência da República, Rui Barbosa manteve-se, como se sabe, durante todo o quadriênio, numa rigorosa e intransigente oposição.

Tendo corrido rumores de que Hermes teria anunciado a disposição de dissolver a rebenque uma reunião dos adversários, Rui escreveu um artigo que ficaria famoso não pelos conceitos, mas pelo extraordinário número de sinônimos de chicote que usa.

O discurso, intitulado “A Rebenqueida”, foi publicado na imprensa carioca, em 1912, e nele, entre outros, Rui Barbosa chama o rebenque , ou chicote, de bacalhau, vergalho, azorrague, látego, relho, tangante, chambuco, coiro, piraí, taca, pingalim, estafim, zeribando, verdasca, correia, manguá, chiqueirá, zorrague, vergalhão, guasca, casca-de-vaca, rabo-de-tatu e outros nomes menos votados. Algumas dessas denominações são regionalismos, outros entram em sentido figurado.

O ato de chicotear é por Rui Barbosa, no mesmo discurso, designado por expressões como zurzir, zupar, zorragar, zimbrar, tagantear, derrengar, vapular, alacranar, jangotear e por aí adiante.

Um jovem de hoje diria que Rui “curtia” a língua.

Contada por Zarcillo Barbosa

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