Jaú – Depois de supostamente ter aplicado vários golpes nas cidades da região, Cássio José Vignando, 23 anos, foi preso ontem pela Polícia Civil em Jaú (47 quilômetros de Bauru). Ainda não há uma estimativa do tamanho do prejuízo que o acusado teria causado a terceiros, mas com certeza supera os R$ 20 mil.
Vignando usava documentos falsos e um talão de cheques da Caixa Econômica Federal (CEF) em nome de Fernando Martines Ferreira. De acordo com o delegado Edmilson Bataier, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), pelo menos dois crimes já foram praticamente desvendados.
De posse dos documentos falsos e do talão de cheques furtado, ele comprou duas máquinas industrias para fabricação de calçados no valor de R$ 10 mil cada uma. Existem fortes suspeitas de que outras lojas de Jaú e também de Bauru foram vítimas do suposto estelionatário. O delegado pede a todos os comerciantes que receberam cheques de Fernando Martines Ferreira, procurem a DIG.
A prisão do acusado ocorreu ontem de manhã, em frente a casa dele, no bairro Maria Cibele. Vignando já vinha sendo investigado. No momento em que foi abordado pelos policiais, ele estava acompanhado de outras duas pessoas dentro de um Ford EcoSport. Uma delas, Carlos Alberto Barros, 21 anos, acabou sendo acusada de crime de receptação de veículos roubados. A outra foi liberada sem nenhuma acusação.
Dentro da casa de Vignando, a polícia encontrou oito projéteis calibre 38 e um outro calibre 380. Foram encontrados os documentos verdadeiros do acusado e ele teria admitido a prática de alguns golpes em Jaú e Bauru.
Receptação
Na garagem da casa estava estacionado um Palio Weekend, que mais tarde os policiais descobriram se tratar de um dublê de um veículo com as mesmas características em São Bernardo do Campo. Segundo Bataier, o chassi apresentava sinais de adulteração. O veículo vai passar por perícia para saber quando e onde ele foi roubado ou furtado.
O Ford EcoSport também passou por análise e foi descoberto que o veículo foi roubado em novembro, na cidade de Campinas.
Bataier conta que Barros foi visto circulando por Jaú com um outro veículo – um Astra, com placas de São José do Rio Preto. Em princípio, o suspeito negou que tivesse um Astra, mas como foi visto circulando com o carro pela cidade, ele acabou contando que o veículo estava em uma oficina.
Após nova análise, foi descoberto que este também havia sido roubado em Campinas. Até ontem, a polícia ainda não sabia se os acusados tiveram alguma participação no roubo desses veículos. “Não podemos descartar (essa hipótese), mas ainda não existe nenhuma evidência nesse sentido”, disse Bataier.
Barros disse ter comprado os veículos. Ele alega ter pago R$ 30 mil pelo EcoSport e R$ 22 mil pelo Astra. No entanto, o preço de mercado desses veículos gira em torno dos R$ 45 mil e R$ 30 mil, respectivamente.
Vignando foi indiciado por uso de documentos falsos, pela receptação do Palio Weekend e por porte ilegal de munição. Por sua vez, Barros foi indiciado por receptação do Astra e do EcoSport. Ambos são moradores de Jaú e foram encaminhados à cadeia de Barra Bonita. Em caso de condenação, a pena máxima para porte ilegal de munição é de três anos de prisão, para uso de documentos falsos seis anos e receptação oito anos. O contato com a DIG de Jaú pode ser feito pelo telefone (14) 3622-1174.