Belo Horizonte - A Justiça mineira determinou ontem que a menina Letícia Maria Cassiano, que foi encontrada na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), fosse entregue a um casal que consta dos cadastros do Juizado da Vara da Infância e da Juventude para adoção. O termo de guarda foi assinado pela juíza Neuza Maria Guido. Detalhes sobre o casal que ganhou a guarda provisória da criança não foram revelados. Na decisão judicial, a magistrada declarou que “(a menina) não poderá permanecer no abrigo, onde se encontra desde 30 de janeiro, porque necessita de cuidados especiais, muito amor, dedicação exclusiva dos guardiões (...)”.
A assessoria de comunicação do Núcleo Fórum Lafayette informou, ontem no final da tarde, que o bebê já havia sido entregue ao casal. Guido declarou que o comportamento da mãe “mutilou os laços sagrados que unem mãe e filha esfacelando-os eternamente”.
Prematura de cinco meses, Letícia nasceu em novembro, com apenas 1,128 kg. O bebê foi encontrado por um casal e por um vigia, no dia 28 de janeiro, dentro de um saco plástico amarrado a um pedaço de madeira. A vendedora Simone Cassiano da Silva, 29 anos, mãe da menina, foi presa no dia seguinte.
A Polícia Civil de Minas concluiu que vendedora jogou a filha na lagoa porque queria esconder do namorado o fato de a menina ser filha de outro homem. A conclusão ocorreu após exame de DNA descartar que o namorado da vendedora era o pai da menina.