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Israel mata militantes palestinos em Gaza e conflitos aumentam

Folhapress
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Gaza - Israel matou dois militantes palestinos em um ataque aéreo a Gaza nesta terça-feira, elevando para dez o número de insurgentes que tirou de ação em uma onda de ataques antes da nomeação de um governo palestino e da eleição israelense.

Na maior eclosão de violência desde que Ehud Olmert se tornou primeiro-ministro interino de Israel, no mês passado, um palestino matou a facadas uma israelense e feriu outras pessoas no domingo. Um foguete disparado de Gaza na sexta-feira feriu um bebê israelense.

Após os dois ataques palestinos, Olmert garantiu em um discurso que iria “combater qualquer um que tente realizar atividade terrorista”, adotando uma postura linha-dura enquanto o Hamas se prepara para formar um governo e Israel acerta os detalhes para suas próprias eleições no dia 28 de março.

Os últimos palestinos a morrerem em ataques israelenses foram Mohammed Abu Sharia, um líder das Brigadas de Mártires al-Aqsa em Gaza, e Suhail Baker, também um membro do grupo, que pertence à facção Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.

Testemunhas na cidade de Gaza disseram que aviões de Israel dispararam mísseis em seus carros. No necrotério local, milhares de membros das Brigadas de Mártires de al-Aqsa dispararam suas armas para o alto e prometeram revanche. “As forças de defesa de Israel realizaram um ataque aéreo em um veículo que levava terroristas das Brigadas al-Aqsa em Gaza. Eles estavam envolvidos em ataques de foguetes”, disse um porta-voz militar em Tel Aviv.

Também ontem, fontes de segurança palestinas na Cisjordânia disseram que tropas israelenses mataram um comandante da Jihad Islâmica, Ahmed Radad, em um ataque na cidade de Nablus.

Assentamentos

O primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, afirmou ontem que seu país vai manter o controle dos principais assentamentos na Cisjordânia, em uma clara demonstração sobre as intenções do Estado hebreu sobre suas fronteiras definitivas. Em entrevista ao canal 2 de TV, Olmert citou quatro locais da Cisjordânia sobre os quais Israel manteria sob sua ação: Maaleh Adumim, um assentamento de 30 mil pessoas perto de Jerusalém; Gush Etzion, um grupo de assentamentos ao sul de Jerusalém; Ariel, um assentamento de 18 mil pessoas na região central da Cisjordânia; e também o vale do rio Jordão.

“É impossível abandonar o controle da fronteira oriental de Israel”, informou Olmert à emissora de TV. Apesar disso, Olmert declarou que seu país planeja se separar da maioria dos palestinos na Cisjordânia e que para isso seria necessário a retirada de colonos de alguns assentamentos no território palestino. “Nós vamos nos separar da maior parte da população palestina que vive na Judéia e na Samaria (nomes bíblicos da Cisjordânia)”, afirmou Olmert ao canal de TV. “Isso vai nos obrigar a deixar territórios atualmente sob o controle de Israel”, explicou.

Essa foi a primeira vez que Olmert - que assumiu o cargo no início de janeiro, após a internação do premiê Ariel Sharon - manifestou sua opinião sobre questões políticas que serão definidas após as eleições de 28 de março.

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