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Colnaghi diz em ofício que partido não pagou viagem de jatinho para Palocci

Folhapress
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Brasília - O empresário José Roberto Colnaghi enviou ontem uma carta à CPI dos Bingos confirmando que não alugou para o PT o jatinho no qual o ministro Antônio Palocci (Fazenda) viajou, em 23 de julho de 2003, de Brasília a Ribeirão Preto e no qual fez o vôo de volta. A carta indica, segundo membros da oposição na CPI, que Palocci não “falou a verdade” em depoimento no dia 26 de janeiro.

Ao ser questionado sobre sua viagem no avião particular de Colnaghi, Palocci afirmou: “O PT disponibilizou um avião particular, alugou um avião para poder fazer a viagem”. O ministro disse que fez “uma viagem de interesse partidário” em avião particular. “Eu não podia fazer com avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O PT inclusive soltou uma nota assumindo a responsabilidade dessa viagem.”

“Declaro, enfaticamente, que a referida aeronave, que é utilizada para minhas atividades industriais, pecuárias e de lazer, jamais foi locada a terceiros, nem cobrado qualquer reembolso por todos quantos nela já viajaram”, afirmou Colnaghi em carta ao relator da CPI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Anteontem a reportagem pediu ao advogado do PT Hélio da Silveira informações sobre o caso. Ele disse que aguardava resposta do partido. Palocci não se manifestou, apesar dos pedidos feitos à sua assessoria de imprensa. O avião no qual o ministro foi a Ribeirão Preto é um Citation para seis passageiros. O valor da aeronave varia de US$ 2,5 milhões a US$ 3 milhões.

Cuba

Colnaghi ainda é dono do Seneca onde teria sido transportado dinheiro de Cuba para o PT em julho de 2002. Colnaghi disse não ter conhecido da suposta operação. Diz que cedeu a aeronave para ex-assessores do ministro: Vladimir Poleto e Ralf Barquete. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) apresentou requerimento para a CPI enviar pedido de explicação a Palocci.

“É para que o mesmo ratifique as declarações feitas à comissão de acordo com o Código Penal.” Já o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) propôs carta mais amena pedindo informações. Ontem a CPI convocou para depor Soraya Garcia, que fez acusações de suposto caixa dois do PT em Londrina.

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