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Saúde espera melhorar atendimento com contratações e programa de acolhimento

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A secretária municipal de Saúde, Tereza Faifer, concordou que há necessidade de contratação de médicos de clínica geral para suprir a demanda nos postos de saúde. A secretária admitiu que o salário de um clínico geral ‘é baixo’, mas informou que, na verdade, é de R$1.332,00 para carga horária semanal de 20 horas. Segundo ela, dos 14 inscritos para o concurso realizado no final do ano passado, dois profissionais passaram no cargo de clínico geral. Mas, segundo ela, nenhum dos dois ainda se apresentou na secretaria para ser nomeado ao cargo.

Além das contratações, a secretária salienta que a implantação do programa de acolhimento – ainda em fase de discussão – vai possibilitar um atendimento mais humanizado e permitir que novos pacientes sejam atendidos.

O programa já foi discutido em oficina com diretores de departamento, no dia 17, e com chefias de unidade de saúde, no dia 30. Agora, será apresentado ao Conselho Municipal de Saúde. Mas, para entrar em prática, são necessários pelo menos quatro clínicos gerais, dois pediatras, três ginecologistas e auxiliares de enfermagem. A secretária disse que o objetivo é que seja implantado em abril, em todas as 19 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Bauru.

Acolhimento

Pelo programa de acolhimento, os pacientes que chegam aos postos passam primeiro por uma avaliação de profissionais, entre eles clínico geral, nutricionista e auxiliar de enfermagem.

Neste primeiro contato, os profissionais avaliam se há necessidade do paciente participar de algum grupo, como o de diabetes e hipertensão, por exemplo. Os profissionais também avaliam se o paciente precisa agendar consulta médica.

“Com o acolhimento, abriremos o acesso ao novos pacientes porque aqueles que forem encaminhados aos grupos de acompanhamento, já serão atendidos quando participarem das reuniões”, explicou Faifer.

A informação de que é preciso esperar um ano para fazer o exame de ultra-sonografia, dada ontem a uma gestante, foi contestada pela secretária municipal de Saúde.

“Na semana passada, tivemos uma reunião com a chefia do Núcleo Mary Dota e não existe demanda reprimida de 2005 e 2006 para exames de ultra-sonografia”, diz Faifer. Segundo ela, os exames de ultra-sonografia para gestantes são feitos no Núcleo de Saúde da Vila Falcão. “As gestantes de todas unidades de saúde são encaminhadas para a Vila Falcão”, assegurou a secretária.

Sobre a falta de medicamentos, Faifer afirmou que milanta plus não faz parte da lista oferecida pela rede de saúde, mas um medicamento com o mesmo princípio ativo é distribuído gratuitamente. Já o ácido fólico pode ser adquirido no ambulatório de especialidades.

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