Economia & Negócios

Oficina do Sebrae avalia empresas candidatas à incubadora da Unesp

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Os 16 interessados na aquisição dos oito módulos da Incubadora de Base Tecnológica de Bauru, que está sendo instalada na Universidade Estadual Paulista (Unesp), vão fazer uma oficina de empreendedorismo hoje e amanhã. O objetivo, além de oferecer noções básicas de economia e marketing, é avaliar os candidatos quanto à assimilação do conteúdo ministrado por profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O teste será um dos critérios de seleção para a contemplação dos interessados, segundo o vice-presidente da Faculdade de Engenharia da Unesp, Jair Wagner de Souza Manfrinato. Segundo ele, também será levado em consideração, com importância ainda maior, a viabilidade das propostas quanto à adequação às exigências legais ao funcionamento e emancipação a curto prazo.

“A nossa intenção é disponibilizar oito vagas. Tudo vai depender da proposta de cada candidato. Se for muito boa e, por isso, necessário um espaço maior, não hesitaremos em destinar dois módulos”, comenta Manfrinato.

Ele informa que cada um dos oito módulos deverá ter área de 25 metros quadrados, totalizando 400 metros quadrados. Essa sede, lembra Manfrinato, é provisória. Uma definitiva, de cinco mil metros quadrados, será construída ainda neste ano, também no câmpus da Unesp, próxima às dependências do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). “Será um prédio modular, construído de acordo com a demanda”, completa.

A maior parte das propostas é de candidatos a micro e pequenos empresários de Bauru, segundo apurou Manfrinato. Os ramos de atuação são distintos, porém não há nenhum projeto que proponha a viabilização de negócios voltados às áreas alimentícias e de produtos de limpeza.

Essas propostas, explica Manfrinato, só serão possíveis na nova sede da incubadora, onde haverá condições sanitárias adequadas, como tratamento de água e de resíduos, que são exigências da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

Cada empresa poderá ficar dois anos nas dependências da incubadora, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. As despesas de cada empresa serão apenas operacionais. Os custos de energia elétrica, água e limpeza serão rateados de acordo com a proporção da instalação.

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Mais espaço

Se houver necessidade, mais uma incubadora será instalada em Bauru. É o que garante o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Wallace Sampaio. Ele diz que a idéia já foi cogitada, porém prefere aguardar o funcionamento da incubadora que vai começar as atividades no câmpus da Unesp.

“Para isso, parcerias serão fundamentais, especialmente das universidades”, completa. Sampaio também ressalta que suas expectativas são positivas quanto à incubadora da Unesp. “A oportunidade de agregar o conhecimento técnico da universidade às empresas que estão nascendo será de extrema importância ao êxito de cada uma”, observa.

O secretário acredita na pluralidade de oportunidades. Para ele, não deve haver predominância de um ramo específico dentro da incubadora. Em abril de 2002, a prefeitura municipal encerrou as atividades de uma incubadora instalada em parceria com a Instituição Toledo de Ensino (ITE) na avenida Cruzeiro do Sul. O motivo do fechamento foi as dificuldades de manutenção.

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