A princípio, é do nosso conhecimento os sentimentos e as ações que nos cercam. Entre esses encontramos um em ápice, a maldade. Apesar de ser uma palavra no singular, a maldade só se torna real através de um conjunto de ações consideradas maléficas. Todos estamos vulneráveis aos efeitos da maldade, mas não nos encontramos ameaçados por ela.
Aparentemente, a afirmação acima nos sugere a idéia de contradição, porém é fácil de ser compreendida. A maldade é uma ação dependente, ela é algo abstrato que só assume a postura de realidade quando é produzida pelos seres humanos. As pessoas são consideradas produtoras. Elas necessitam da matéria-prima, o mal, para fabricarem o produto, a maldade.
Essa relação é de suma importância. Na ausência de um dos elementos que compõem o ciclo da fabricação, é impossível a existência do produto. Infelizmente, essa fábrica vem alcançando um invejável índice de progresso. Isso se deve pela abundância de matéria-prima e o amplo investimento dos produtores. Para erradicarmos a maldade é necessário cessarmos com o mal.
Se não houver o mal, as pessoas não conseguirão produzir a maldade. Com isso, concluimos que a maldade é inofensiva e que a verdadeira ameaça são os que permitem a existência do mal. A maldade é o produto final de uma série de processos que ocorrem dentro das pessoas.
Mayara Trindade Borges - RG: 46.760.289-X