Moscou - O presidente russo, Vladimir Putin, disse ontem que pretende convidar líderes do Hamas para visitar Moscou e afirmou não considerar que o grupo islâmico seja uma organização terrorista. O governo americano reagiu ao convite, encarado como uma ruptura do consenso internacional que, excetuado o mundo islâmico, se traduz pela recusa de negociar com o Hamas enquanto ele não reconhecer Israel.
O porta-voz do Departamento de Estado pediu à Rússia que “esclareça suas intenções”. Sean McCormack afirmou ainda que o governo americano espera que a Rússia também pressione o Hamas para que ele reconheça Israel e renuncie ao terrorismo.
Putin afirmou que “o Hamas chegou ao poder como resultado de eleições legítimas e democráticas”. Disse estar “procurando soluções para o povo palestino e para Israel”. Para o presidente russo, “queimar as pontes pode ser até a opção mais fácil de ser tomada, embora não seja a mais promissora” - menção à hipótese de isolamento.