Internacional

Irã rejeita acusação dos EUA de incitar violência contra caricaturas

Folhapress
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Teerã - O vice-presidente iraniano, Isfandiar Rahim Mashaee, rejeitou ontem as acusações dos Estados Unidos de que seu país esteja incitando a violência contra as charges do profeta Maomé. Publicadas em um jornal dinamarquês em 30 de setembro, as caricaturas foram reproduzidas em diversos jornais europeus e causaram violentos protestos em vários países islâmicos - principalmente no Afeganistão. Ao menos 13 pessoas morreram nas manifestações, em confronto com a polícia.

“A acusação é 100% falsa, não tem qualquer procedência”, disse Mashaee, em referência às declarações da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que afirmou anteontem que a Síria e o Irã estariam incitando a violência contra as charges em benefício de “seus próprios interesses.” Mashaee deu as declarações na Indonésia, após se reunir com o vice-presidente Yusuf Kalla.

As charges foram publicadas pela primeira vez em 30 de setembro no jornal dinamarquês “Jyllands-Posten”. Posteriormente, os desenhos foram reproduzidos em jornais da África do Sul, Alemanha, Austrália, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Fiji, Holanda, Hungria, Iêmen, Itália, Japão, Jordânia, Malásia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Suíça e Ucrânia.

A publicação causou violentos protestos em países muçulmanos, como no Afeganistão, em Bangladesh, no Egito, na Índia, na Indonésia, em Gaza, no Paquistão e na Turquia. Anteontem, o presidente americano, George W. Bush, pediu aos governos de todo o mundo que “reprimam as respostas violentas às caricaturas do profeta Maomé” e advertiu que os meios de comunicação têm “a responsabilidade de ser prudentes”.

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