Brasília - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), marcou para a próxima quinta-feira sessão para leitura e votação do processo contra o deputado João Magno. Anteontem, relator do processo, deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), recomendou cassação do mandato do petista, mas um pedido de vistas da deputada Ângela Guadagnin (PT-SP) adiou por duas sessões a votação. As informações são da Agência Câmara.
Magno é acusado de ter recebido R$ 426 mil das contas do empresário mineiro Marcos Valério, suposto operador do esquema de “mensalão”. Em sua defesa, ele afirmou que recebeu os recursos em boa-fé, por orientação da direção nacional do PT. O dinheiro foi utilizado para saldar dívidas de sua campanha a deputado federal, em 2002, e a prefeito do município de Ipatinga (MG), em 2004. Porém, a prestação de contas ao TRE de Minas Gerais só foi feita em outubro de 2005, depois do escândalo do “mensalão”.
Agenda
Izar também divulgou ontem a agenda de trabalho para os próximos dias e adiantou que, na terça-feira, os integrantes do Conselho de Ética se reunirão pela manhã para leitura e voto do novo parecer sobre o processo contra o deputado Pedro Henry (PP-MT). Apesar de Henry ter sido absolvido anteontem pelo Conselho da acusação de envolvimento no suposto esquema de “mensalão”, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) precisa elaborar um novo parecer, pela absolvição, para que seja votado no conselho e, posteriormente, encaminhado ao Plenário.
No dia 21, o Conselho de Ética pretende ouvir cinco testemunhas arroladas pela deputada Angela Guadagnin (PT-SP), relatora do processo contra o deputado José Janene (PP-PR). Serão ouvidos João Cláudio Genu - assessor da liderança do PP - o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, Simone Vasconcelos - diretora financeira da agência SMPB - Enivaldo Quadrado - diretor da corretora Bonus-Banval - Eliane Alves Lopes - que foi citada por Simone Vasconcelos como uma das funcionárias da SMPB que distribuíam recursos do PT a deputados.