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Duda Mendonça e sua sócia são indiciados por lavagem de dinheiro

Folhapress
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Brasília - A Polícia Federal indiciou Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Silveira sob acusação de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Os elementos que sustentam a decisão são as operações financeiras, não declaradas à Receita Federal, pelas quais o publicitário recebeu R$ 10,5 milhões no Exterior.

Os indiciamentos ocorreram no dia 2 de fevereiro, logo depois dos dois prestarem depoimento à Polícia Federal em Salvador. Também foi indiciado um doleiro mineiro, responsável por operações financeiras que irrigaram a conta de Duda no Exterior, aberta por sua offshore (empresa cujo sigilo da identidade dos sócios é garantido) Dusseldorf. Ministério Público Federal e PF investigam a existência de outras contas de Duda, seus sócios, empresas e familiares no Exterior.

Ele e Zilmar disseram em depoimento que a Dusseldorf é a única que abriram fora do Brasil. No entanto, laudo do Instituto de Criminalística da PF, de 2005, aponta a existência de duas outras contas em nome de Duda e Zilmar. O publicitário disse à CPI dos Correios que abriu a Dusseldorf por orientação do empresário Marcos Valério.

Segundo Duda, a abertura da conta no Exterior foi a condição estabelecida para que ele recebesse o pagamento por serviços prestados ao PT na campanha eleitoral de 2002. Marcos Valério nega essa versão. A reportagem não conseguir, até às 14h, entrar em contato com o advogado de Duda, Tales Castelo Branco.

A decisão de indiciar Duda e Zilmar segue o padrão adotado pela PF de tomar a medida contra aqueles que se recusam a colaborar com a investigação e em relação aos quais existem elementos que configuram prática de crime. Mas como o inquérito no qual essas pessoas são investigadas tramita no Supremo Tribunal Federal, o indiciamento determinado pela PF pode não ser acolhido pelo ministro Joaquim Barbosa, que preside a investigação.

Ainda assim, como tais encaminhamentos ainda não têm um procedimento padrão, a PF decidiu pelo indiciamento, mesmo sob o risco de a medida ser derrubada pelo STF.

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