Comentários equivocados na cidade nos últimos meses dão conta que a Justiça havia abandonado o “Caso Nathália” e que ele, portanto, completaria dois anos sem uma solução. O promotor de justiça Roberto de Almeida Salles, responsável pelo caso, explica que a polícia e o Ministério Público (MP) retomaram as investigações para reunir provas que levem à autoria e o motivo do assassinato de Nathália Cristina dos Santos Silva, 19 anos.
Salles indica que as novas diligências seguem na busca de uma testemunha-chave que possa esclarecer a autoria do crime. “É muito provável que alguém tenha conhecimento de alguma coisa. Ou tenha presenciado alguma coisa que possa desvendar essa questão. Talvez a pessoa esteja com um pouco de receio. Se existe essa testemunha e ela está com medo e se retraindo, ou se não existe, isso só o tempo e as investigações é que vão nos responder”, revela.
Nesta nova etapa de investigações, muito do que foi apurado será reaproveitado para prosseguir na tentativa de esclarecimento do assassinato. “Vamos ver se conseguimos apurar agora com provas mais concretas a autoria do crime”, indica.
Salles adianta que não existem, ainda, novos fatos sendo investigados e que se trata de um prosseguimento das investigações no instante que a Justiça não acatou a denúncia contra os quatro rapazes suspeitos. “Na instrução do processo, aquelas pessoas acusadas foram impronunciadas, ou seja, a Justiça reconheceu a insuficiência de provas, daí abriu-se a possibilidade das novas investigações”.
Ele não descarta nova investigação relacionada aos quatro suspeitos. Para o promotor, a decretação de prisão - temporária e depois provisória - dos acusados pelo assassinato, se deu para atender a necessidade da apuração dos fatos no âmbito policial e, depois, no âmbito judicial. “Não tem nada a ver com a formação de convencimento sobre a culpa dos acusados. São prisões para facilitar as investigações”, esclarece.
A Justiça não acolheu a denúncia do MP contra os acusados e, por isso, os três presos foram soltos. Como o esclarecimento do crime está em aberto, Salles explica que as investigações vão atrás de provas envolvendo quaisquer pessoas, inclusive os quatro suspeitos inicialmente investigados. “Podem ser as mesmas anteriormente acusadas ou também se surgirem provas incriminando outras pessoas”, detalha.
Na época do fato, o inquérito policial foi comandado pelo delegado Ricardo Silva Dias. Há nove meses na delegacia de Pirajuí, a delegada de polícia Rosimeire Bárbara explica que está investigando e, se surgirem novas provas, elas serão levadas ao MP. Bárbara acredita que há testemunhas oculares e revela sua convicção de que elas serão identificadas. “Com essas provas testemunhais, esclareceremos a autoria do crime”, garante Bárbara.
Em novembro do ano passado, a Câmara Municipal de Pirajuí aprovou uma moção de apelo solicitando à delegada de polícia, Rosimeire Bárbara, ao promotor de justiça, Roberto de Almeida Salles, e à juíza de direito da 2.ª Vara, Jane Carrasco Alves Floriano, a continuidade nas investigações. Em resposta ao Legislativo, a juíza relembrou que as investigações continuam, tanto por parte da Polícia Civil, quanto pelo Ministério Público. A delegada também encaminhou resposta reafirmando os esforços pelo esclarecimento do crime.