O jovem Davi Pereira dos Santos Silva, 22 anos, foi morto na manhã de ontem com um tiro no peito após desavença com freqüentadores de um bar. Segundo informações da sua família, o rapaz estava no estabelecimento no Parque Jaraguá e teria se envolvido numa discussão. De acordo com Sílvio Pereira, irmão mais velho de Silva, o jovem saiu do bar, mas teria sido cercado, agredido e depois baleado.
Silva foi encontrado no cruzamento da rua Professor Ayrton Busch com a alameda Licurgo, no Parque Jaraguá. Segundo informação de um dos moradores do local, o disparo teria sido às 7h45. “Estávamos dormindo e escutamos um único estralo e depois, os gritos do rapaz. Mas tem gente que disse que foram três tiros”, disse um vizinho que preferiu não se identificar.
Os moradores chamaram a Polícia Militar que encontraram Silva ainda com vida, caído na rua. A viatura levou o rapaz ao Pronto-Socorro Central. Mas Silva não resistiu ao ferimento e morreu pouco depois de ter dado entrada na unidade de saúde.
Maria Pereira da Silva, mãe do jovem, disse que o filho era muito quieto e não se envolvia em brigas. Mas ela revelou que o filho consumia drogas. “Ele negava, mas a gente sabia”, conta. O irmão também confirma. “Ele era tranqüilo, mas freqüentava lugares errados. Acho que o que aconteceu não tem nada a ver com drogas”, afirma Sílvio.
De acordo com a família, Silva já tinha passagem pela polícia. “Foi um furto numa mercearia, faz uns três anos. Uma coisa de bobeira, ele não precisava daquilo”, aponta o irmão. Em liberdade, Silva estava trabalhando como vendedor. “Ele estava fazendo um bico, tentando alguma coisa para se fixar”, conta a mãe do jovem.
Ontem, após o enterro de Silva, a família tentava se recuperar da tragédia. “Resolvi fazer o funeral e enterro mais rápido, assim minha mãe não sofre tanto”, conta Sílvio. Esse é o segundo filho de Maria assassinado. “E outra vez, morreu em briga de bar. Eles até tinham a mesma idade”, recorda. “Ontem (anteontem) mesmo eu conversei com o Davi três vezes para ele parar de ir nesses bares e também parar com as drogas”, lembra Maria. Silva morava no Parque Santa Edwirges com a mãe e os irmãos. O crime foi encaminhado para investigação na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Essa foi a sexta morte violenta em Bauru neste ano. Anteontem a polícia encontrou o corpo carbonizado de Claudionor dos Santos Queirós na estrada que liga a estação de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE) à rodovia Elias Miguel Maluf. Ainda neste mês, Valceli Martins dos Santos foi morta a tiros pelo seu ex-companheiro, na Vila Industrial.
No dia 22 de janeiro, Cristiano Wilson da Silva, 18 anos, foi morto a facadas e seu corpo foi jogado no rio Bauru. Dois dias depois, o pedreiro Claudival Leão morreu após ser violentamente agredido com pauladas, no Jardim Tangarás. E logo no primeiro dia do ano, no Parque Jaraguá, Donizete Conceição da Silva levou um tiro no ombro e morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro Central.