Depois do concurso, a expectativa da convocação. O engenheiro Júlio César Ribeiro Filho foi o segundo colocado do último processo seletivo da Petrobras para o cargo de engenheiro ambiental júnior, no Rio de Janeiro. O resultado saiu no dia 17 de janeiro, mas a estatal ainda não deu sinais de quando convocará Ribeiro Filho. “Liguei na terça-feira para conseguir alguma informação e eles disseram que não têm previsão de data. Mas eu acredito que em até um ano eu seja chamado.”
A expectativa do engenheiro é a mesma de outras centenas de profissionais que já foram aprovados, mais ainda não foram chamados para o trabalho. “A realidade é essa. Se classificar no concurso não é ter certeza de emprego. Em todo edital está escrito que passar não é garantia de vaga”, se conforma.
Após se formar em engenharia civil, Ribeiro Filho passou por vários empregos, a maioria não oferecia estabilidade e oportunidade para crescer. “Todo final do mês era a mesma coisa, o dinheiro era justinho. Isso sem contar que em muitos não era registrado, não recebia por horas extras”, lembra. Cansado dessa situação, ele chegou à conclusão que iria prestar concursos.
O engenheiro já havia trabalhado como funcionário público - foi investigador da Polícia Civil, em Agudos. “Tive que deixar a polícia para terminar a faculdade”, explica. Para voltar ao funcionalismo público após 15 anos, ele freqüentou algumas aulas básicas e depois passou a estudar por conta própria. A resolução foi tomada há um ano e meio e no terceiro concurso que prestou, conseguiu a classificação.
Com pós-graduação em gestão ambiental, Ribeiro Filho passou a buscar vagas nessa área. Na primeira tentativa, para um cargo no Ministério do Meio Ambiente, conseguiu acertar 40% da prova. Já no concurso seguinte, para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), o rendimento melhorou, com 65% de aproveitamento. “A cada prova, eu examinava o que tinha de melhorar e investia, até que no terceiro concurso passei em segundo lugar”, revela o engenheiro que estudava de seis a sete horas por dia.
Mesmo com a boa classificação, ele pretende continuar a estudar e participar de outros processos seletivos até ser convocado. Para quem busca uma vaga no funcionalismo público, a dica de Ribeiro Filho é se dedicar bastante aos estudos, mas saber dosar. “Se você estuda enlouquecidamente, não absorve todo o conteúdo. Foi isso o que aconteceu comigo no primeiro processo. É importante saber o seu limite. E se não deu na primeira, não desista”, aconselha.