Política

Tuga adia terceirização da merenda

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) revelou ao JC que o plano de transferência dos serviços de alimentação oferecidos no setor de merenda escolar para a iniciativa privada vai ficar para 2007. O Executivo realizou estudo para analisar a demanda, logística, estrutura e custo do serviço, visando a terceirização. Mas Angerami decidiu renovar convênio com o Estado para, ao longo deste ano, preparar o caminho para retirar a máquina pública também desta área.

“Tem estudo preliminar realizado pela Secretaria de Educação e discutido com a Secretaria de Finanças, porque envolve compras, estrutura, armazenamento, distribuição e custos. Mas nós renovamos com o Estado a obrigação de oferecer a merenda na rede estadual e vamos amadurecer esse assunto e preparar a mudança para 2007”, menciona Tuga.

O chefe do Executivo disse que vai utilizar esse tempo para ampliar a avaliação sobre a alternativa. “Precisamos estar convencidos de que a terceirização é a melhor viabilidade de reduzir custo e estrutura, o peso que representa administrar esse setor com a máquina, e a garantia da qualidade do que será servido nas escolas”, comenta.

Angerami recebeu, no final do ano passado, relatório da Secretaria de Educação apontando dificuldades no setor, que atualmente serve 75 mil refeições por dia, em uma logística gigantesca em que é difícil a inspeção e o monitoramento. “Ou terceiriza, ou fica mesmo com a administração esse serviço. Mas a prefeitura não pode ficar sendo uma grande gestora de padaria, transporte, estoque e restaurante. Não são essas as funções prioritárias, que ficam por exemplo em saúde, educação e assistência social. Merenda é atividade meio e não atividade fim nas funções da gestão pública”, aborda.

Conforme antecipado pelo JC, Angerami confirmou que o estudo realizado pela Secretaria de Educação mostra que a logística utilizada para atender às redes municipal e estadual é enorme e precária. “É um esforço enorme para comprar gêneros alimentícios, armazenar, distribuir, preparar e entregar para uma rede de milhares de alunos, que inclui a estrutura do Estado com merendeiras e alimentos gerenciados pelo Município”, reforça.

Na avaliação de Tuga, é melhor a prefeitura estar voltada para o ensino. “O ensino é a atividade fim e não a estrutura de alimentos mantida dentro da rede municipal. Vamos analisar isso e fica excluído para este ano essa medida. Vamos cuidar de resolver o problema do lixo, do aterro sanitário e do terminal rodoviário em termos de terceirização”, completa Tuga.

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