Rio de Janeiro - A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a carga tributária e os juros elevados são os principais limitantes ao crescimento sustentado da economia, na avaliação dos empresários. Na avaliação de 43% das 1.003 empresas consultadas, a carga tributária é o principal fator limitativo. Em relação a 2005, houve porém um recuo de 12 pontos percentuais na proporção de empresas que mencionaram esse item.
Em segundo lugar na lista de entraves a uma expansão sustentada da economia destaca-se a taxa de juros. Ela foi citada por 33% dos empresários e sua avaliação ganhou fôlego de 2005 para cá: houve um aumento de 14 pontos percentuais na proporção de entrevistados que citaram a taxa de juros como fator limitante.
A infra-estrutura deficiente perdeu espaço na avaliação dos empresários e passou de 17% em 2005 para 5% das respostas, o mesmo percentual atribuído ao desequilíbrio das contas públicas. O ambiente político interno passou a preocupar mais: foi mencionado por 7% dos entrevistados contra 2% em 2005.
Capacidade instalada
A pesquisa verificou ainda a perspectiva de crescimento da capacidade instalada para 2006. O acréscimo médio de capacidade instalada ficou em 8%, acima dos 7% apurados no início do ano passado. As respostas têm por base planejamento em decisões de investimento já aprovadas pelas empresas consultadas.
Para o triênio 2006-2008, a média de expansão da capacidade ficou em 17%, inferior aos 19% projetados para o triênio 2005-2007. A FGV destaca, no entanto, que o resultado atual é comparável aos períodos de crescimento recente, com uma expectativa de crescimento da capacidade instalada superior a 5% ao ano.
A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de dezembro de 2005 e 3 de fevereiro de 2006.