Washington - Os Estados Unidos, por meio da Casa Branca e do Departamento de Estado, negaram ontem estar articulando com Israel um plano para inviabilizar economicamente um governo palestino chefiado pelo Hamas, para com isso forçar novas eleições que permitam o retorno do Fatah ao poder. A existência do plano foi revelada pelo jornal “New York Times”.
“Não existe tal plano e não há conspiração”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. Ele reiterou que o governo americano e os demais membros do Quarteto (ONU, União Européia e Rússia) continuarão a insistir em que o Hamas reconheça o direito de Israel à existência, renuncie ao terrorismo e aceite os acordos já firmados entre israelenses e palestinos.
O porta-voz da diplomacia israelense, Mark Regev, negou a existência do plano e afirmou que o próximo governo palestino tem a opção entre se tornar um interlocutor legítimo ou enfrentar o isolamento internacional.
Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Mushir al Masri, disse que os Estados Unidos, “que se consideram a mãe da democracia”, devem respeitar os resultados eleitorais e a vontade dos palestinos.