Depois que a rua Bento Duarte de Souza, na Vila Industrial, na região oeste de Bauru, foi asfaltada, há aproximadamente um ano, a água da chuva passou a escoar para dentro de dois terrenos, causando erosão e infiltração em uma residência. Essa é a reclamação do comerciante Milton Valderramas Melendes, que tem uma madereira em terreno entre a rua Bento Duarte de Souza e avenida Waldemar G. Ferreira.
No mesmo imóvel, moram seis famílias. Em uma das casas, as paredes da cozinha e do quarto apresentam infiltração, que segundo o proprietário, é causada pela água da chuva que fica acumulada no terreno. “Já consertei a infiltração mais de uma vez, mas ela volta novamente”, afirma.
A moradora, Ângela Maria da Silveira, diz que durante uma chuva na semana passada, a enxurrada entrou na cozinha. “A água também escorria pela parede”, relata. Melendes conta que as canaletas construídas há cerca de seis meses pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também não solucionaram o problema. “Era para a água seguir o curso pela rua, mas acaba entrando no terreno”, diz.
Ao lado da propriedade de Melendes fica um terreno pertencente a João Parreira. Passando pelo mesmo problema, ele conta que move uma ação na Justiça contra a prefeitura desde o ano passado. “Estou aguardando decisão do juiz e enquanto isso, a enxurrada desce pelo terreno pois não existe galeria de águas”, afirma.
Ele explica que a prefeitura fez obras para construção de galeria pluvial em apenas um trecho da avenida Waldemar G Ferreira, próximo de um loteamento. Mas, Parreira reivindica que as obras sigam até o final da rua, incluindo os terrenos em que a água da chuva escoa. “Para construir a galeria de águas, a prefeitura poderia decretar parte do terreno como de utilidade pública”, diz Parreira.
Sem previsão
O engenheiro Juranir Salas Berbel, da Secretaria Municipal de Obras, afirmou que o órgão não possui até o momento projeto para construção de galeria pluvial próximo a rua Bento Duarte de Souza. “O terreno fica em uma região baixa, onde realmente a água escoa. A prefeitura só construiria uma galeria (pluvial) se houvesse uma rua, mas o terreno é particular”, diz Berbel.
Para abrir uma rua no local, o engenheiro propõe duas alternativas. Uma delas é que o proprietário construa um loteamento e faça abertura de uma rua. A outra possibilidade seria a prefeitura desapropriar parte do terreno para abrir uma rua e, desta maneira, ter condições de executar a obra. Até o momento, não existe projetos para nenhum dos dois casos.