Política

Sindicato dos Servidores avalia como retrocesso mudança nas incorporações


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O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) classificou a extensão do prazo para incorporações salariais, de cinco para dez anos ininterruptos, como retrocesso na legislação vigente. “Essas leis entendem como providencial a incorporação a partir desse período (cinco anos), porque é uma valorização profissional para quem exerce uma função com mais responsabilidade no setor público”, disse Eliane Koti, diretora do Sinserm. Para a sindicalista, a alteração na Lei Orgânica do Município (LOM) é apenas o primeiro passo do prefeito Tuga Angerami (PDT) no processo de “desmonte” do serviço público. “O que ele vem fazendo com o servidor é o oposto do discurso de valorização dos servidores, que ele fazia na campanha eleitoral”, afirmou.

Koti salientou que essa alteração nas normas de incorporações é apenas um dos pontos detectados pelo sindicato. No entender da dirigente, o processo de terceirização da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), a mudança no Programa de Alimentação dos Servidores (PAS), entre outras atitudes da administração, fazem parte da desvalorização profissional dos servidores.

O Sinserm também criticou a mudança na incorporação proporcional. Pelo substitutivo enviado à Câmara Municipal, o direito a incorporação proporcional, a partir dos cinco anos , se o afastamento do cargo de chefia ou diretoria ocorrer por vontade da administração. “É uma imposição da administração”, afirmou Koti. A também diretora do sindicato, Idelma Corral, ironizou as declarações do secretário de Administração, Fernando Ferreira Jorge, de que ao completar cinco anos no cargo de chefia, o servidor quer sair para abrir caminho aos colegas.

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