Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Caldeirão

A prefeitura parece ter calculado mal a previsão de desativação da cozinha industrial do Caic, na Vila Nova Esperança, em razão de aguardar a aprovação de uma lei na Câmara para instituir o vale-alimentação. O governo anunciou a compra de mais de 90 toneladas de alimentos, no final do ano, para suprir a demanda, mas o cálculo não deu certo.

• Cardápio

Em outra área da alimentação, também está faltando algo. O município vai se adequar para atender à demanda em escolas estaduais com jornada integral. Isso requer alterações na estrutura da merenda, cujo preparo e distribuição dos alimentos são feitos pela prefeitura. Mas quem vai cuidar de ver a falta de feijão no estoque?

• Falta feijão

Por essas e outras é que vale reforçar que a solução para os problemas de qualidade na prestação de serviços nem sempre está na saída privatizante, mas na mudança de postura do governo diante desses nós. Quem garante que o cardápio será excelente só porque o setor privado vai atuar se a coordenação do sistema continua sob possibilidade de falha humana e hoje falta até feijão no estoque?

• Esfarelando

A Secretaria de Obras aguarda decisão do Judiciário para intervir em parte do trecho duplicado da avenida Getúlio Vargas que apresentou problemas logo após a entrega pelo governo passado, em 2004. A canalização recebeu tubos subdimensionados e alguns materiais estariam esfarelando, literalmente, como fazem neste País com o dinheiro dos impostos.

• Quer refazer

O titular de Obras, Leandro Dias Joaquim, comenta que a empreiteira que realizou os serviços nesta parte da Getúlio Vargas está disposta a refazer o serviço, o que eliminaria a necessidade de execução judicial para cobrar os reparos. Se a empreiteira não arrumar por sua conta, a prefeitura age e, depois, cobra da empresa na ação judicial já em andamento.

• Xis do abono

A tese do Sindicato dos Servidores de incorporação do abono nos salários esbarra em uma questão jurídica e técnica. É que os R$ 100,00 do abono não poderiam ser incorporados linearmente porque causariam distorção enorme na grade, em função do piso muito baixo pago a grande massa dos servidores e das disparidades entre os cargos. Sem contar a barreira da isonomia na aplicação de aumentos.

• Precisa explicar

Antes de correr com as privatizações, o presidente da Emdurb, Renato Purini, precisa dizer por que alguns setores rentáveis da empresa, como a zona azul, funcionariam melhor com a iniciativa privada. Senão, terceirizar seria assinar atestado de incompetência em relação à sua própria gestão, já que é sabido que a zona azul e o terminal podem ser e são rentáveis.

• Desperdício

Além disso, para uma empresa que anda mal das pernas, qual a explicação para o gasto de quase R$ 70 mil com auditoria da Fundunesp, em 2005, se agora a Emdurb se consome sobre documentos e balanços para levantamento de custo de todas as áreas da empresa? Por esta razão é que o relatório da Fundunesp recebeu críticas de ser vazio, genérico ou pouco elucidativo nos seus principais pontos. Virou uma cópia caríssima de dados internos.

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