O nome do jornalista Nadyr do Nascimento Serra, falecido em abril do ano passado, está perpetuado na história. Ontem, foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo a lei nº 12.262, do deputado Afanasio Jazadji, que batiza o auditório da Oficina Cultural de Bauru com o nome do jornalista. O projeto estava em tramitação desde 2005 e foi recebido com muita alegria pelos familiares de Serra. “É uma homenagem justa a um homem que fez muito pelo jornalismo e por Bauru. Não falo apenas por mim, mas também pela minha mãe e irmãos. Sentimos um grande orgulho por todo legado que ele nos deixou”, diz o filho Paulo Augusto.
A mesma emoção é compartilhada pelo diretor geral do Jornal da Cidade, Renato Zaiden. “É uma homenagem merecida e que emociona. Sinto um carinho enorme por ele, que viveu até os últimos dias na área de comunicação. Além de sua trajetória como jornalista, ele foi um grande incentivador da arte”.
Nadyr Serra faleceu no mês de abril de 2005, aos 84 anos, vítima de uma pneumonia dupla. Natural de Pirapora (MG), o jornalista morou em São Paulo e veio a Bauru ainda adolescente. Na cidade, atuou por mais de 30 anos no Jornal da Cidade, onde trabalhou até os últimos dias de sua vida como jornalista responsável pela empresa. Sua presença é lembrada com carinho pelos funcionários e diretores. “Ele era o nosso pai aqui dentro. Tratava todos de forma cordial, sempre nos dando conselhos com sua voz pausada. Ele era um homem extremamente sábio e um exemplo de ser humano”, relembra Zaiden.
Além do JC, Serra trabalhou na “Folha do Povo” e foi correspondente de “A Gazeta Esportiva” na cidade. O jornalista também foi delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
Mesmo com o advento do computador, Serra jamais abandonou a sua máquina de escrever para redigir os artigos que assinava. No final de sua vida, enfrentou alguns problemas de saúde mas, ainda assim, o jornalista fazia questão de freqüentar o JC. Seu filho destaca a conduta ética do pai dentro da profissão. “Todos os assuntos eram tratados de maneira imparcial, com isenção”. Além de Paulo Augusto, Serra deixou a esposa Olanda Candovin Serra, os filhos Sheyla Vieira, Alcyr e Sérgio e mais seis netos.
Funcionários da Oficina Cultural de Bauru afirmaram que será marcada uma solenidade no auditório para a entrega da placa com o nome do jornalista, mas a data ainda não foi definida.