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PF prende o segurança de Delcídio

Folhapress
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São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu ontem em Campo Grande (MS) Marcos André Ávila de Oliveira, que prestava serviços de segurança pessoal para o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT). Oliveira é apontado como autor da carta com ameaças de morte enviada à casa do senador na noite de terça-feira. A Justiça Federal do Mato Grosso do Sul está analisando o pedido de prisão temporária do vigilante. Ele confessou ter escrito a carta em depoimento para a PF.

O vigilante disse para a PF que redigiu a carta com o objetivo de valorizar seu serviço e dessa forma melhorar seu contrato de prestação de serviços de segurança. Na carta, ele ameaça atacar a mulher e as três filhas de Delcídio. Ele negou que as ameaças tivessem alguma ligação política.

Oliveira foi indiciado pelos crimes de injúria, crime praticado contra funcionário público e ameaça. A pena prevista para esses crimes varia de 6 meses a 1 ano de detenção. O vigilante prestava serviços de segurança privada à família do senador há cerca de um ano.

Segundo a PF, a confissão foi obtida depois dos policiais ouvirem depoimentos e cumprirem mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, no escritório da mulher do segurança e na residência do casal.

No escritório, foi apreendido o computador onde os peritos federais encontraram o arquivo com a carta contendo as ameaças. Um assessor do senador havia encaminhado a carta à Polícia Federal em Campo Grande no final da tarde da última quarta-feira.

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Delcídio chorou

O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), chorou anteontem após contar à comissão o conteúdo de uma carta anônima que recebeu com ameaças a ele e à sua família. Delcídio ouviu durante cerca de 40 minutos manifestações de solidariedade dos integrantes da comissão. Os depoimentos o deixaram em lágrimas.

Segundo o senador, a carta, datilografada, fazia ameaças diretas à sua mulher, Maika, e às suas três filhas. Ela foi achada na quarta-feira na caixa de correspondências da casa de Delcídio por um empregado, que entregou a carta à mulher do petista.

Outro ponto que chamou a atenção do senador foi o fato de o missivista descrever, segundo Delcídio, com detalhes, a rotina de sua casa, como os horários em que as suas filhas costumam sair para ir à escola. Ele disse que a carta não faz referências diretas nem ao seu trabalho na CPI nem à disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul.

Não é a primeira vez que parlamentares da CPI dizem receber ameaças, tentativas de intimidação ou espionagem. No início dos trabalhos, o próprio Delcídio relatou que pessoas estariam cercando sua casa e tirando fotografias. Mais tarde, houve uma série de reclamações de parlamentares que disseram ter tido os telefones grampeados. O deputado ACM Neto (PFL-BA) chegou a acusar o governo de mandar grampear seus telefones.

O senador comunicou os fatos ao ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e ao serviço de inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

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