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Andinho tenta fugir e detentos se rebelam em Mirandópolis

Folhapress
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São Paulo - Wanderson de Paula Lima, o Andinho, um dos maiores seqüestradores do Estado de São Paulo, tentou fugir na tarde de ontem da penitenciária 1 de Mirandópolis (607 quilômetros a noroeste de São Paulo). Os detentos iniciaram um motim logo após a ação frustrada. Até a noite de ontem, funcionários eram mantidos como reféns.

O seqüestrador e um comparsa renderam funcionários da penitenciária com uma arma - ou uma réplica - até atingirem o setor administrativo, quando foram flagrados por agentes de escolta e vigilância penitenciária, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Os agentes atiraram contra a dupla, que recuou. Não há informações sobre feridos.

Os criminosos retornaram para dentro da unidade, e os detentos iniciaram um motim. No total, 34 funcionários eram mantidos reféns. Os presos não apresentaram reivindicações, ainda segundo a secretaria. A penitenciária tem capacidade para 804 presos, mas abriga 1.215. Andinho foi transferido para a unidade em 29 de dezembro do ano passado.

Andinho é acusado de liderar uma quadrilha que que seria responsável por pelo menos 19 seqüestros na região de Campinas entre 2001 e 2002. Ele e seus comparsas teriam envolvimento, entre outros crimes, na morte do prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, ocorrida em setembro de 2001.

Para o Ministério Público, Toninho foi morto durante a fuga de uma tentativa frustrada de seqüestrador. O carro do prefeito, em baixa velocidade, teria atrapalhado a fuga do grupo. Andinho foi preso em fevereiro de 2002.

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