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Multidão e trânsito caótico recebem Stones

Por Thiago Ney | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Não era preciso nem desviar o olhar para a areia, em direção ao imenso palco de 60 metros de largura por 22 metros de altura, com motivos tropicais. Uma ruidosa aglomeração em frente ao Copacabana Palace, aliada ao caótico e lento trânsito em toda a região, dava a certeza: os Rolling Stones estão no Rio. A banda, que desembarcou na madrugada de ontem no aeroporto Tom Jobim, realiza hoje o maior show de sua história, para público estimado entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas, a partir das 21h50. A Rede Globo transmite o evento; os brasileiros AfroReggae (19h15) e Titãs (20h30) fazem a abertura.

Além do gigantesco palco principal, em frente ao Copacabana Palace, os Rolling Stones tocarão também em um espaço menor, o palco B - uma estrutura que será movida por 60 metros em direção ao público. Ali, cantarão três canções, como “Miss You”. O público deverá ouvir 21 canções, que perpassam todas as fases da banda, incluindo “Jumpin’ Jack Flash” (que deve abrir o show) e “(I Can’t Get No) Satisfaction” (que deve encerrar a noite). Depois, os integrantes do grupo participarão de uma festa exclusiva no hotel, para 200 convidados.

Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, além do baixista Darryl Jones, devem realizar uma apresentação performática. O show será gravado por uma equipe norte-americana e será exibido a partir do dia 28 deste mês em 150 salas de cinema dos EUA. Depois, será lançado em DVD. Após o Brasil, o grupo vai à Argentina, onde toca na terça e quinta, em Buenos Aires. O Japão é o destino posterior.

Ecad

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) conseguiu ontem derrubar uma liminar favorável aos organizadores do evento. Essa liminar permitia a realização do show sob o pagamento de R$ 198 mil, referentes aos direitos autorais das canções que serão executadas. O Ecad havia estipulado em R$ 1 milhão esse valor, depois que os organizadores se negaram a divulgar o cachê da banda.

Ontem, uma juíza da 33ª Vara Cível do Rio derrubou a liminar, e um novo valor seria estabelecido. Após uma polêmica com a Polícia Militar, os organizadores definiram que o público ficará a apenas quatro metros do palco B - a PM queria que as primeiras pessoas estivessem a uma distância mínima de 50 metros.

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Chegada

Parecia uma comitiva de chefe de Estado. Mas era mais do que isso - ao menos para os fãs de rock. Na madrugada de ontem, um enorme comboio com 30 batedores e 15 carros da Polícia Militar, além de seguranças particulares e um ônibus, atravessou as ruas do Rio de Janeiro escoltando os Rolling Stones. O grupo desembarcou às 2h45, e estava no Copacabana Palace cerca de meia hora depois, onde entraram pelos fundos. Os integrantes da banda não falaram com a imprensa. Apenas Mick Jagger acenou brevemente. Já pela manhã, Ron Wood apareceu na sacada do hotel, no último andar, e acenou para os fãs que permaneciam na rua. Keith Richards fez o mesmo, mas da suíte em que está hospedado. Hoje, o grupo deve reunir até 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana, segundo estimativa dos organizadores. Até hoje, o recorde de público do “palco” escolhido por Mick Jagger chega aos 3,5 milhões, marca de Rod Stewart, no Réveillon de 1994.

Folhapress

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