Economia & Negócios

Matéria-prima distante influiu na desativação

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

A decisão da Bunge de interromper as atividades da fábrica de Bauru é “estratégica e reflete uma situação clara de mercado, logística e competitividade”, informa a assessoria da empresa.

Atualmente, apenas 7% do plantio brasileiro de algodão estão no Estado de São Paulo, o que deixa a indústria longe da sua matéria-prima.

A empresa também informou que a região Centro-Oeste detém mais de 50% do plantio nacional de algodão, com uma concentração de 42% no Mato Grosso, onde a Bunge Alimentos já possui uma moderna unidade para a industrialização do caroço de algodão, em Rondonópolis.

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Problema ambiental

No início do ano, a Bunge Alimentos recebeu técnicos da Agência Bauru da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) que constataram a emissão de partículas de lã de algodão das chaminés.

A Cetesb também cobrou da fábrica solução para o odor forte que exala durante a decomposição do algodão. Na época, a empresa foi notificada e resolver o problema.

Os moradores da Vila Independência reclamaram da poeira fina formada pelas partículas de algodão suspensas no ar que depositavam-se nos carros, chão e móveis.

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