Segundo o titular da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), Nélson Fio, atualmente a Feira de Integração Comunitária das Administrações Regionais (Ficar), organizada pela pasta, possui cerca de 26 expositores e a partir de março deverá contar com mais 20 barracas.
No início desde mês, o Sear realizou o recadastramento dos expositores da Ficar e abriu o pré-cadastro para novos interessados. Os novos expositores serão convocados, pela Sear, e passarão por uma avaliação sócio-econômica. A partir do primeiro sábado de março as novas vagas deverão ser preenchidas. De acordo com Sônia Braz, coordenadora da Ficar, a expectativa é de que o movimento de visitantes na feira este ano seja melhor do que no ano anterior.
“Tem época que lota e outras não, o ano passado foi mais ou menos, apesar de ninguém poder reclamar. Teve bastante divulgação, mas eu acho que a política econômica influencia porque, dependendo da situação, o pessoal fica mais seguro na hora de gastar. A nossa expectativa é de que a feira este ano seja melhor do que o ano passado”, acredita a coordenadora.
Um dos destaques da Ficar ontem da Praça Portugal foi a barraca de Raimunda Giovanetti, que mudou-se para Bauru há um ano e vende roupas e acessórios de boneca. “Sou eu quem faço as roupas e meu esposo faz os acessórios. Eu costuro, mas a maior parte é feita manualmente. A procura é grande, tem sido muito bem aceito. As pessoas não têm paciência de fazer, então a gente gosta e faz. Além disso, cada peça que eu faço é exclusiva”, conta Giovanetti lembrando que os modelos dos vestidos são baseados em personagens que ela vê na televisão.
As amigas aposentadas Maria Helena Manholeto e Iramar Passos Juarez vieram de São Paulo para visitar a cidade e estiveram na feira, ontem. “Lá em São Paulo tem feiras assim mas hoje em dia só tem bugigangas, já não dá mais gosto da gente ir lá. Não tem mais nada daquelas coisas bonitas que a gente achava antes. Aqui (na Ficar) tem bastante artesanato”, contam.
Aparecida Matias há quatro meses participa da feira vendendo bonecas de panos e fantoches. Segundo ela, a feira é uma vitrine para os seus trabalhos. “Faz dez anos que trabalho com artesanato, eu tenho uma oficina de artesanato na Vila Independência. A feira é uma vitrine para mim porque eu acabo levando a clientela para lá também. Eu trabalho com uma linha de material pedagógico para clínicas e escolas”, comenta lembrando que os objetos vendidos podem custar entre R$ 2,00 e R$ 60,00.
Apesar das artesãs se dedicarem ao trabalho com prazer, nem sempre é possível sobreviver deste tipo de atividade, afirma Giovanetti. “Como complemento de aposentadoria, está dando. Como sou eu e meu esposo nesta profissão, então neste caso é mais difícil porque a gente faz os trabalhos devagar e sem pressa”, comenta.
Ela explica que a cada ano um tipo de artesanato se destaca, mais do que outro mas que os crochês nunca caem de moda. “No ano passado foi o ano das flores de meia de seda, foi uma loucura. Este ano temos trabalhos em patchwork, que faz sucesso na feira”, conclui.
A Ficar é realizada todo primeiro e segundo sábado de cada mês na Praça Rui Barbosa. No terceiro sábado do mês a feira é instalada na Praça Portugal. O horário de funcionamento é das 10h às 17h.