Bairros

Pousadas e pensões são opções mais acessíveis

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

Eles não estão em Bauru a negócios, não participam de nenhuma conferência acadêmica, não querem vender nem comprar nada, mas acabam movimentando o mercado de pousadas, pensões e alimentação ao redor dos centros de saúde. Para acompanhar algum parente ou amigo que vem em busca de tratamentos no Instituto Lauro de Souza Lima, no Centrinho ou no Hospital Estadual, centenas de pessoas buscam um lugar para ficar temporariamente, consomem refeições, revistas, medicamentos e utilizam o transporte urbano. Assim, mesmo sem querer, eles dão sua contribuição para o município que lhes provê benefícios.

De acordo com Vanessa Pedro, proprietária de uma das 23 pousadas e pensões que circundam o Centrinho e de uma loja de conveniências, muitos estrangeiros têm cadastro e freqüentam sua pousada. “Temos hóspedes da Argentina, Paraguai, República Dominicana e até do Líbano, que vêm fazer tratamentos ou participar de congressos no Centrinho”, diz.

Apesar de não ter vindo de tão longe, a mineira Joana Alves de Mira, conta que também costuma se hospedar em pousadas próximas ao hospital. Ela vem acompanhar uma sobrinha de 6 anos que faz tratamento de deficiência auditiva. “Hospedando-nos em pousadas, ficamos próximas ao hospital. Além de ser mais barato do que os hotéis, temos café da manhã incluído no preço e o ambiente é bastante aconchegante, sem cerimônias. A gente se sente em casa”, salienta.

De pousada em pousada, o que se percebe é exatamente isso, ambientes aconchegantes. Algumas com “cara” de casa de praia, outras com aspecto de casa da vovó. Porta-retratos com fotos dos parentes dos proprietários, quadros pintados pelos donos das pousadas, muitas plantas. Tudo isto contribui para dar o ar de ambiente familiar. No entanto, o principal motivo para as pousadas e pensões terem este aspecto é que todas as hospedagens ao redor do Centrinho eram, inicialmente, casas de família. “Mudei para outra casa e transformei diversos cômodos em quartos. Hoje são oito. Valeu a pena, sim. É o meu sustento”, explica Telma Tercioti, proprietária de uma das pousadas pioneiras no local.

Vanessa comenta que a atual pousada era a casa da família do seu marido, que acabou ficando com o imóvel. Como a casa era muito grande para duas pessoas e o local era privilegiado por estar próximo ao Centrinho, ambos decidiram transformar a moradia em hospedaria. “Ainda moramos aqui, mas construímos outros quartos, todos com banheiro individual e frigobar, além de estacionamento”, diz.

O dentista carioca Jânio de Alvarenga Borges veio a Bauru pela primeira vez para participar de um evento no Centrinho e se hospedou em uma pousada ao lado do hospital. Com pouco dinheiro no bolso e muita vontade de adquirir conhecimentos no centro científico, que é referência na América Latina, ele garante que a pousada foi uma excelente opção. “Um amigo que já tinha vindo me indicou. Como meu maior interesse está aqui, no Centrinho, nada melhor do que ficar bem ao lado e por um preço bastante acessível. Espero voltar”, ressalta.

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