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Limite: mocinho ou vilão da vida da gente?

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Quem nunca desejou ficar horas vendo televisão de madrugada? Ou então, passar o dia jogando os últimos lançamentos em games sem se preocupar com as tarefas da escola? Que bom seria se essas e outras diversões fossem liberadas pelos pais sempre que desejadas. Porém, para tudo na vida existem regras e horários. Porém, isso é feito em prol do nosso bem-estar, da saúde e do nosso futuro. O conjunto dessas regras chama-se limite. Tá certo que muita criança chega a ficar arrepiada de medo ao ouvir essa palavra. Mas, como para todas as coisas há uma explicação, saiba agora a importância de viver dentro dos limites que começam a ser colocados dentro de casa pelas pessoas mais importantes de suas vidas: os pais.

Uma questão de limites

É comum a gente pensar que os pais não gostam da gente pela quantidade de horários que eles determinam: existe hora para usar o computador, para assistir televisão, para usar o telefone, para brincar na rua, para jogar games e até para tomar banho e comer.

Sem contar a enxurrada de “nãos” que os papais e mamães falam por dia. Porém, para muitos pais, essa é uma tarefa difícil, que requer muita paciência e algumas tristezas também, pois eles ficam divididos entre satisfazer as vontades dos filhos e oferecer uma boa educação.

Segundo a psicóloga Jane Cristine da Silva, é importante aprender, desde cedo, a respeitar os limites, pois eles ajudam na formação de adultos educados e com disciplina.

Sem limites, a relação familiar e com os amigos pode se prejudicar. Para quem costuma desobedecer os pais a toda hora, Jane afirma que, para ser uma criança e depois um adulto legal, é necessário respeitar os limites, mesmo que, para isso, ocorram algumas “brigas”.

Para quem não sabe ainda o significado dessa palavra, o João Pedro, 11 anos, explica: “Limite é quando a gente passa do extremo. Por exemplo, quando a gente exagera em alguma coisa e isso pode nos prejudicar. Mas, quando mãe e pai falam, eles sempre têm razão. Apesar da vontade de ficar o tempo todo brincando na Internet, no game e vendo televisão, eu procuro obedecer meu pais”.

Exageros

A Fernanda, 7 anos, passou dos limites e sentiu na pele o que é o exagero. A gatinha comeu tanto salgadinho que passou mal: “Comi muito, fiquei com dor de estômago e vomitei duas vezes”, confessa. Já o João Pedro exagerou no horário do videogame e levou mais do que uma bronca da mãe: “Não obedecia quando ela me chamava para ir almoçar ou jantar. Um dia, minha mãe ficou tão brava que arrancou o controle do videogame e escondeu ele de mim”.

Com os gêmeos Yugo e Enzo, 7 anos, passar dos limites causou muita dor de cabeça para a dupla: “Um dia, a gente estava brincando de lutinha e meu pai falou que era para parar. A gente não escutou e eu acabei machucando a testa do meu irmão com o meu dente. Saiu sangue e ele teve que ir para hospital para levar pontos no corte”, explica Enzo.

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